Sem Nada Para Fazer
Escrevo o que me vem ao pensamento. Não penso muito no que escrevo, pois não vale muito a pena. Penso logo escrevo. Não tento agradar a gregos e, muito menos, a troianos, tento agradar a mim próprio. Escrevo porque me dá um prazer que nunca pensei ter com letras, ou palavras, escrevo por vontade própria e quase automaticamente. Escrevo comédia? Tento, apesar não ter piada. Adoro fazer rir os outros e até já me convidaram para sair com pessoas deprimidas por que já sabem que vou ser o mesmo palhacito de sempre. Acho piada ao que escrevo? Nem por isso. Sei que funciona, ou que talvez outros se riam quando não me rio das minhas piadas. Quando sinto uma gargalhada com algo que disse ou escrevi, simplesmente apago, por que o mais certo é não ter piada nenhuma. Tenho feito algo que nunca fiz na vida e tenho tentado acreditar em mim e que realmente tenho jeito para alguma coisa, apesar de não o sentir. Não sou nem nunca serei o melhor escritor, musico, ou o que quer que vá ser na vida, mas vou fazer para que, para mim, seja realizado e consiga ser e fazer alguém feliz do meu lado. Estou a tentar mudar quem sou, a provar a mim mesmo que não sou um falhado e não tenho medo de enfrentar o futuro, como andam por aí a dizer. Agora vocês perguntam: porquê um post tão sério como este? Quem disse que é sério? Eu ainda não acabei.
Estou desempregado e farto de estar em casa, mas isto dá-me tempo. Tempo para ver os programas que passam na tv portuguesa durante a tarde. E o que me irrita mesmo, para além dos morangos com açúcar e da floribella, que já não tem o mesmo efeito destruidor em mim que tinha, passando agora a ser um pedaço insignificante da televisão em Portugal, são os concursos de meio e fim de tarde. Agora toda a gente oferece dinheiro, são todos bons samaritanos. É só ligar, gastar rios de dinheiro em chamadas de valor acrescentado e, quando já receberam chamadas suficientes para pagar o suposto montante que oferecem, eles ligam a um do pobres coitadinhos que já perderam mais de 200 ou 300 euros em chamadas. Este só tem de responder à questão que lhe é colocada, que na maioria das vezes, ou sempre, é completar uma palavra. Mas não é uma palavra qualquer, é uma palavra estúpida, e a que já só falta uma letra, por que foi sendo completa pelo apresentador, que junta a isto uma quantidade de pistas inteligentes e dificeis de decifrar. Um exemplo: palavra bacalhau: b_c_l_au; a pista: "ah e tal, faltam aqui três letras, mas a palavra é muito simples, é algo que se come. Com natas, à Zé do pipo, bacalhau, com azeitinho e batatas cozidas.". Não fossem estes programas parvos o suficiente, agora lembraram-se de juntar mais um, com o Fernando Rocha a apresentar, não fosse algum dos outros acabar e tornar a televisão algo melhor de ser visto. Há uma semana que os jogos são sempre os mesmos, o público é sempre o mesmo e o seu ar de falso também, mas o apresentador(ex-contador de anedotas extremamente porcas, mas que agora pensa que é gente e que tem um programa espectacular na tv) continua a apresentar os jogos todos outra vez como se da primeira vez se tratasse. É o declínio, o terror, a miséria, a verdade, isto são imagen reais de perfeita estupidez dos dirigentes dos canais generalistas. Qualquer dia dedico um post à programação televisiva e radiofónica em Portugal, há muito para dizer sobre isto. Estamos em decadência. Meus amigos fujam da tv, ela morde.
Estou desempregado e farto de estar em casa, mas isto dá-me tempo. Tempo para ver os programas que passam na tv portuguesa durante a tarde. E o que me irrita mesmo, para além dos morangos com açúcar e da floribella, que já não tem o mesmo efeito destruidor em mim que tinha, passando agora a ser um pedaço insignificante da televisão em Portugal, são os concursos de meio e fim de tarde. Agora toda a gente oferece dinheiro, são todos bons samaritanos. É só ligar, gastar rios de dinheiro em chamadas de valor acrescentado e, quando já receberam chamadas suficientes para pagar o suposto montante que oferecem, eles ligam a um do pobres coitadinhos que já perderam mais de 200 ou 300 euros em chamadas. Este só tem de responder à questão que lhe é colocada, que na maioria das vezes, ou sempre, é completar uma palavra. Mas não é uma palavra qualquer, é uma palavra estúpida, e a que já só falta uma letra, por que foi sendo completa pelo apresentador, que junta a isto uma quantidade de pistas inteligentes e dificeis de decifrar. Um exemplo: palavra bacalhau: b_c_l_au; a pista: "ah e tal, faltam aqui três letras, mas a palavra é muito simples, é algo que se come. Com natas, à Zé do pipo, bacalhau, com azeitinho e batatas cozidas.". Não fossem estes programas parvos o suficiente, agora lembraram-se de juntar mais um, com o Fernando Rocha a apresentar, não fosse algum dos outros acabar e tornar a televisão algo melhor de ser visto. Há uma semana que os jogos são sempre os mesmos, o público é sempre o mesmo e o seu ar de falso também, mas o apresentador(ex-contador de anedotas extremamente porcas, mas que agora pensa que é gente e que tem um programa espectacular na tv) continua a apresentar os jogos todos outra vez como se da primeira vez se tratasse. É o declínio, o terror, a miséria, a verdade, isto são imagen reais de perfeita estupidez dos dirigentes dos canais generalistas. Qualquer dia dedico um post à programação televisiva e radiofónica em Portugal, há muito para dizer sobre isto. Estamos em decadência. Meus amigos fujam da tv, ela morde.
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