Histórioa de Uma Vida

Este texto foi retirado de uma carta verídica, que me foi enviada, ou, melhor, uma carta com alguma veracidade, ok, talvez não tenha verdade nenhuma e fui eu que inventei tudo. E agora? Há porblemas?

"O meu nome é Geremias Joaquim Fereira. Sou, talvez, o único Ferreira, cujo nome se escreve só com um "r", do mundo e, até mesmo, o único Geremias Joaquim. Desde muito pequeno que sonho ser um grande empresário nacional e fazer nome lá fora. Sempre me senti fascinado pelas grandes empresas estrangeiras como a Sonae e a Galp e, também, algumas nacionais, como o Continente, ou aquele senhor, o Donaldo Trampa, que, a meu ver, tem um nome muito esquisito. As pessoas diziam-me que tinha que estudar muito para me tornar um grande empresário, ao que eu respondia: "O Zezé camarinha nunca estudou e tornou-se um grande empresário inglês, no ramo dos cremes para o "uaite".". Sem sentir o apoio dos meus pais, a não ser quando me agarravam para me dar com o cinto, ou a colher de pau, não fosse eu desfalecer, e dos amigos, decidi fazer-me à vida e começar os meus negócios. Eis que surge o primeiro, a minha espécie de mini-empresa, Tornei-me arrumador de bicicletas na antiga Praça Velasques, no centro do porto. Rapidamente, aí ao fim de, mais ou menos, três semanas, me apercebi que, se calhar não tinha grande futuro. Não passavam lá muitas bicicletas e as poucas que se viam não queriam parar. Uma vez, já no último dia, vi um pequena luz ao fundo do túnel, pensei que um senhor, que estava a passar na altura, ia querer estacionar, mas não, tinha apenas batido na traseira de um carro que estava a sair do estacionamento naquele momento, e não viu, e estatelou-se no chão. Fiquei desiludido, mas não desisti. Dois dias depois estava a criar a minha primeira empresa a sério, a Geremias Incorporeite. Uma empresa de actores (Cujo único actor era eu.), em que eu fingia ser um espírita famoso e incorporava a alma de pessoas que já tinham ido para o reino dos mortinhos. Acabei por ser preso uns dias, supostamente, por burla. Nunca percebi muito bem porquê. Segundo o juíz, acho que me esqueci sempre de dizer aos meus clientes que era tudo a fingir. Pensei que eles sabiam. Uns dias depois, e refeito dos carinhos que me foram dados na prisão, estava de volta aos negócios. Comprei a minha primeira acção, de uma empresa chamada Benfica, que não conheço, mas dizem que é muito grande, e ganhei o meu primeiro milhão, num jogo qualquer, o mais estranho é as notas dizerem Monopoly e ninguém as querer aceitar. Presumo que sejam estrangeiras. Com esta lufada de ar fresco, lancei-me de cabeça para uma nova empresa, a Geremias Limpezas a Seco, Lda. Uma empreza séria que fazia limpeza de carteiras. Contratei dois jovens, também eles, com um ar muito sério, que, rapidamente, começaram a angariar clientes e carteiras para limpar. O mais estranho era as carteiras chegarem à empresa cheias, sairem vazias, ter que ser sempre eu a fazer as entregas e, ainda por cima, para além de não receber nada, ser recebido com enormes cargas de porrada. Acabei por despedi-los, o que eles agradeceram, até por que eles é que ganhavam dinheiro, e fechar a empresa. Mantendo o meu milhão intacto, debaixo do meu colchão de água, que por acaso está a pingar, e enchendo o corpo de pomadas para pisaduras, fiz-me à estrada com uma empresa nova, que predura até hoje (Foi criada ontem.), com um nome diferente para dar sorte, a Saimereg Táxis Para toda a Família e Companhia Limitada. Tenho um táxi lindo, uma Fiat Punto, espectacular, amarelo, claro está, com uma placa, feita à mão, a dizer táxi, com dois lugares e duas janelas que abrem mesmo, um espectáculo. Ainda só tive um cliente, uma senhora, que não pareceu muito contente, quando lhe disse para enfiar os filhos, o marido, o cão, a sogra e os três pássaros na mala e para se sentar ao meu lado, por que tinha uma saia muito gira e umas pernas bem jeitosas. Acabaram todos por me bater, mas não entendi, se fosse eu ia adorar ir aconchegadinho na mala do meu carro, com a família.
Bem, esta é uma pequena parte da minha vida e da minha desventura no mundo dos negócios. Mas um dia ainda hei-de ser famoso, vocês vão ver.

Assinado:
Geremias Joaquim Fereira"

Vêem, vêem, não fui eu que escrevi. Ou então talvez tenha sido. Já não sei bem, estou perdido. Tenho medo. Ajudem-me...

Comentários

  1. Coitadinho do desgraçado do Fereira.
    Muito boa sorte para ele..

    Sonae e Galp empresas estrangeiras... lolol antes fossem!

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