Forças de Autoridade
Arriscando-me, mais uma vez, a ser preso, aqui vai mais um post dedicado às nossas forças da autoridade, mas, desta vez, dedicado à sua extrema boa educação.
Desde que tirei a carta de condução, há cerca de cinco anos, já tive a minha dose de contactos com a Polícia de Segurança Pública e com a Guarda Nacional Republicana, na estrada. Uma coisa que reparei é que os senhores agentes e guardas são extremamente bem educados. Abordam-nos da seguinte maneira: "Ora muito boa noite. Os seus documentos e os documentos da viatura se faz favor."; com simpatia, dando um ar de amizade, de afecto, carinho. E também se despedem: "Aqui tem, pode seguir. Uma muito boa noite e boa viagem.". Deixaram-me surpreendido, esperava homens mais rudes. A minha última interacção com um agente da autoridade, neste caso era um senhor guarda, não correu muito bem, mas, mais uma vez, ele foi extremamente bem educado. E quando digo extremamente é porque é mesmo extremamente, eles levam a boa educação ao extremo. Mas como eu dizia, lá vinha eu descansado, dentro do meu carrinho, quando o senhor guarda me pára: "Muito bom dia. O senhor, se não se importa, contorna a rotunda e pára aqui nesta zebra.". Eu podia ter fugido, mas o homem foi tão simpático e bem educado que eu não fui capaz de lhe fazer uma desfeita dessas. Parei e ele continuou: "Ora, eu parei-o sabe porquê? Porque reparei que falta aqui o sêlozinho da inspecção. O veículo não foi à inspecção, pois não?"; ao que eu respondi: "Acho que lá em casa ninguém sabia que o carro tinha que ir à inspecção (o carro tem dois anos, faz agora três, mas como é comercial devia ter ido neste ano que passou.), senhor guarda."; "Ninguém sabia? Pois... Se não se importa dá-me os documentos da viatura e os seus, se faz favor.". E lá foi à vidinha dele inspeccionar o meu veículo. Uns minutos depois vem com um discurso, mais uma vez, extremamente bem educado, mas, desta vez, estúpido: "Ora, pois é. Eu não posso deixar passar isto. Vai ter que ser uma multinha, pode ser?/Se o senhor não se importa, vou ter que lhe passar uma multa.". O que é que ele queria que eu respondesse? Que não? "Não senhor guarda, hoje não me dá jeito. De amanhã a quinze dias eu recebo e passo cá, outra vez, para o senhor guarda me passar a multa, pode ser?". Lá tive que sacar 250€ do bolso e pagar a multa, sem bufar muito (Algo que eles acharam bastante estranho, devido ao facto de eu e a minha irmã, que estava comigo na altura, termos um enorme maço de notas, na nossa posse.). São mesmo bem educados, sim senhora.
Mas há uma coisa que me intriga em tudo isto, que é: será que são tão bem educados em situações de risco? Assalto à mão armada: apanham o assaltante com a boca no trombone e a única solução é enfiar-lhe um balázio. O que fazem? "Ah, o senhor está a assaltar esta bomba de gasolina e está-me a apontar a arma. Vou ter que lhe dar um tiro, pode ser?", "Não me dava muito jeito, senhor agente.", "Tem que ser. PAMMM!!!". Será isto? Será que o fazem com tão boa educação? Numa manifestação, cheia de funcionários públicos revoltados, a vandalizarem sinais de trânsito (deve estar na moda) e caixas do correio (a roubarem publicidade para ler no local de trabalho): "Desculpe lá senhor funcionário publico revoltado, que está a vandalizar sinais de trânsito e a conspurcar caixas de correio alheias, eu vou ter que lhe dar umas cacetadas, aqui com o cacetete, e, depois, levá-lo para a prisão, está bem? Vá, tem mesmo que ser. Mesmo. PAM, PAM, PAM!!!"? Por favor, alguém, que já tenha passado por uma destas situações, me sabe dizer se continuam a levar a boa educação ao extremo? Ou tornam-se rudes e másculos, como devem ser? Acho que só há uma maneira de descobrir. Esperem uns minutos que vou ali à esquadra incomodar os senhores agentes a ver o que eles fazem.
Cumprimentos, volto já.
Desde que tirei a carta de condução, há cerca de cinco anos, já tive a minha dose de contactos com a Polícia de Segurança Pública e com a Guarda Nacional Republicana, na estrada. Uma coisa que reparei é que os senhores agentes e guardas são extremamente bem educados. Abordam-nos da seguinte maneira: "Ora muito boa noite. Os seus documentos e os documentos da viatura se faz favor."; com simpatia, dando um ar de amizade, de afecto, carinho. E também se despedem: "Aqui tem, pode seguir. Uma muito boa noite e boa viagem.". Deixaram-me surpreendido, esperava homens mais rudes. A minha última interacção com um agente da autoridade, neste caso era um senhor guarda, não correu muito bem, mas, mais uma vez, ele foi extremamente bem educado. E quando digo extremamente é porque é mesmo extremamente, eles levam a boa educação ao extremo. Mas como eu dizia, lá vinha eu descansado, dentro do meu carrinho, quando o senhor guarda me pára: "Muito bom dia. O senhor, se não se importa, contorna a rotunda e pára aqui nesta zebra.". Eu podia ter fugido, mas o homem foi tão simpático e bem educado que eu não fui capaz de lhe fazer uma desfeita dessas. Parei e ele continuou: "Ora, eu parei-o sabe porquê? Porque reparei que falta aqui o sêlozinho da inspecção. O veículo não foi à inspecção, pois não?"; ao que eu respondi: "Acho que lá em casa ninguém sabia que o carro tinha que ir à inspecção (o carro tem dois anos, faz agora três, mas como é comercial devia ter ido neste ano que passou.), senhor guarda."; "Ninguém sabia? Pois... Se não se importa dá-me os documentos da viatura e os seus, se faz favor.". E lá foi à vidinha dele inspeccionar o meu veículo. Uns minutos depois vem com um discurso, mais uma vez, extremamente bem educado, mas, desta vez, estúpido: "Ora, pois é. Eu não posso deixar passar isto. Vai ter que ser uma multinha, pode ser?/Se o senhor não se importa, vou ter que lhe passar uma multa.". O que é que ele queria que eu respondesse? Que não? "Não senhor guarda, hoje não me dá jeito. De amanhã a quinze dias eu recebo e passo cá, outra vez, para o senhor guarda me passar a multa, pode ser?". Lá tive que sacar 250€ do bolso e pagar a multa, sem bufar muito (Algo que eles acharam bastante estranho, devido ao facto de eu e a minha irmã, que estava comigo na altura, termos um enorme maço de notas, na nossa posse.). São mesmo bem educados, sim senhora.
Mas há uma coisa que me intriga em tudo isto, que é: será que são tão bem educados em situações de risco? Assalto à mão armada: apanham o assaltante com a boca no trombone e a única solução é enfiar-lhe um balázio. O que fazem? "Ah, o senhor está a assaltar esta bomba de gasolina e está-me a apontar a arma. Vou ter que lhe dar um tiro, pode ser?", "Não me dava muito jeito, senhor agente.", "Tem que ser. PAMMM!!!". Será isto? Será que o fazem com tão boa educação? Numa manifestação, cheia de funcionários públicos revoltados, a vandalizarem sinais de trânsito (deve estar na moda) e caixas do correio (a roubarem publicidade para ler no local de trabalho): "Desculpe lá senhor funcionário publico revoltado, que está a vandalizar sinais de trânsito e a conspurcar caixas de correio alheias, eu vou ter que lhe dar umas cacetadas, aqui com o cacetete, e, depois, levá-lo para a prisão, está bem? Vá, tem mesmo que ser. Mesmo. PAM, PAM, PAM!!!"? Por favor, alguém, que já tenha passado por uma destas situações, me sabe dizer se continuam a levar a boa educação ao extremo? Ou tornam-se rudes e másculos, como devem ser? Acho que só há uma maneira de descobrir. Esperem uns minutos que vou ali à esquadra incomodar os senhores agentes a ver o que eles fazem.
Cumprimentos, volto já.
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