Comichões e Médicos Dentistas
De tão embrenhado que estou na história dos Danados, esqueci-me do propósito deste blog. E, como arranjei trabalho, o tempo agora, também, não é muito. Por isso, hoje volto com mais um dos meus pensamentos. E venho falar-vos de comichões e de dentistas.
A comichão foi a pior invenção alguma vez conseguida. E, sendo Deus o criador de toda a vida e companhia limitada, presumo que tenha sido Ele o inventor. Deve ter pensado: "A mulher não irritou muito o Adão. Tenho de pensar em algo melhor. Ah! Já sei, comichão.". E foi inventando comichões até encontrar a perfeita. Tanto procurou que encontrou. A comichão perfeita é, ao mesmo tempo, a coisa mais irritante do mundo. Mais irritante ainda do que a Floribella, que apesar de extinta na SIC, continua a passar no Disney Channel, mais irritante que o Pinto da Costa e mais irrtante, até, que eu. A comichão perfeita e a coia mais irritante do mundo é a comichão no nariz. Para além de parecer mal coçá-la: "Ah, olha, está a limpar o nariz com os dedos! Olha o porco."; só aparece nas alturas mais incovenientes. Está um homem a mudar um pneu, com as mãos todas sujas, pimba, lá vem a marota, estamos no banho com as mãos cheias de sabão e os olhos fechados, cheios de shampoo, a arder que não se pode, e a marafata lá aparece, a meio do acto sexual: "Ai, ai, estou quase... Espera, espera! Comichão no nariz...". É que não se pode. Comichão na virilha, tudo bem, é de homem, é de macho coçá-la em público. Agora a comichão no nariz irrita, chega mesmo a chatear.
Dentistas. Outra das criações irritantes, mas desta vez, do homem. Toda a gente tem medo de ir ao dentista, menos eu, mas não é por isso. O dentista é util, põe uma pessoa com os dentes bonitos, arranjadinhos e limpinhos (de frisar que isto só acontece se for um bom dentista), mas irrita. Devem ser os médicos mais solitários à face da terra e devem sentir-se muito frustrados. É que, não entendo porquê, teimam em tentar conversar connosco durante as consultas. Primeiro abrem-nos a boca, enchem-na da maior quantidade de parafernália possível (é aspirador, é broca, é espelho, pregos, parafusos e sabe-se lá mais o quê) e a seguir ainda querem ter diálogos inteligentes. Não entendo. "O senhor como vai? Viu o jogo, ontem?", "Um um um, um um, um um um.", "Ah! Sim, sim. Tem toda a razão. Aquilo é que foi.". Não se percebe. Devem chegar ao fim do dia a pensar: "Ninguém gosta de mim. Eu tento conversar com os meus pacientes e eles ignoram-me. Estou deprimido, vou-me suicidar com pasta dos dentes.".
Mas chega de coisas irritantes, por hoje. Quer dizer, chega de escrever, vocês ainda têm de ler as coisas irritantes que eu escrevo, por isso continuem a ler. Vá, é sempre a descer. Agora não há paragens. E ali do lado direito têm links para os posts mais antigos, vão lá clicar e leiam esses também. Vá, entretenham-se - porque eu mando - e até à próxima ponte, porque só nessas alturas posso escrever, agora que sou um operário.
Beijos e abraços.
A comichão foi a pior invenção alguma vez conseguida. E, sendo Deus o criador de toda a vida e companhia limitada, presumo que tenha sido Ele o inventor. Deve ter pensado: "A mulher não irritou muito o Adão. Tenho de pensar em algo melhor. Ah! Já sei, comichão.". E foi inventando comichões até encontrar a perfeita. Tanto procurou que encontrou. A comichão perfeita é, ao mesmo tempo, a coisa mais irritante do mundo. Mais irritante ainda do que a Floribella, que apesar de extinta na SIC, continua a passar no Disney Channel, mais irritante que o Pinto da Costa e mais irrtante, até, que eu. A comichão perfeita e a coia mais irritante do mundo é a comichão no nariz. Para além de parecer mal coçá-la: "Ah, olha, está a limpar o nariz com os dedos! Olha o porco."; só aparece nas alturas mais incovenientes. Está um homem a mudar um pneu, com as mãos todas sujas, pimba, lá vem a marota, estamos no banho com as mãos cheias de sabão e os olhos fechados, cheios de shampoo, a arder que não se pode, e a marafata lá aparece, a meio do acto sexual: "Ai, ai, estou quase... Espera, espera! Comichão no nariz...". É que não se pode. Comichão na virilha, tudo bem, é de homem, é de macho coçá-la em público. Agora a comichão no nariz irrita, chega mesmo a chatear.
Dentistas. Outra das criações irritantes, mas desta vez, do homem. Toda a gente tem medo de ir ao dentista, menos eu, mas não é por isso. O dentista é util, põe uma pessoa com os dentes bonitos, arranjadinhos e limpinhos (de frisar que isto só acontece se for um bom dentista), mas irrita. Devem ser os médicos mais solitários à face da terra e devem sentir-se muito frustrados. É que, não entendo porquê, teimam em tentar conversar connosco durante as consultas. Primeiro abrem-nos a boca, enchem-na da maior quantidade de parafernália possível (é aspirador, é broca, é espelho, pregos, parafusos e sabe-se lá mais o quê) e a seguir ainda querem ter diálogos inteligentes. Não entendo. "O senhor como vai? Viu o jogo, ontem?", "Um um um, um um, um um um.", "Ah! Sim, sim. Tem toda a razão. Aquilo é que foi.". Não se percebe. Devem chegar ao fim do dia a pensar: "Ninguém gosta de mim. Eu tento conversar com os meus pacientes e eles ignoram-me. Estou deprimido, vou-me suicidar com pasta dos dentes.".
Mas chega de coisas irritantes, por hoje. Quer dizer, chega de escrever, vocês ainda têm de ler as coisas irritantes que eu escrevo, por isso continuem a ler. Vá, é sempre a descer. Agora não há paragens. E ali do lado direito têm links para os posts mais antigos, vão lá clicar e leiam esses também. Vá, entretenham-se - porque eu mando - e até à próxima ponte, porque só nessas alturas posso escrever, agora que sou um operário.
Beijos e abraços.
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