Stand By e Mal Ditados

Bem, é com alguma pena que venho anunciar um período de paragem, de tempo indefinido. Não é que o blog tenha estado muito activo, nos últimos tempos, mas a partir deste momento é oficial. A inspiração tem sido nula e a vontade e tempo disponíveis para escrever também não têm sido muitos. Assim, entro - não acho e espero que não seja definitivamente, seria sinal de derrota - num período de férias, ou hiatus, como se diz agora, no mundo internacional da música. Até quando não sei, mas conto voltar. Peço, desde já, desculpa aos que lêem e apreciam os meus textos e aos que gostaram da pequena e inacabada (prometo acabar) saga d'Os Danados. Desculpem.
Mas não saio sem deixar uma palavra sobre algo que penso não estar muito bem no nosso país e que é, se dúvida, a prova de que somos um povo derrotista, pessimista e que nada faz para mudar as situações em que nos encontramos, seja ela boa ou má. A única coisa que fazemos é queixar-nos. Estamos em cris: "O país está em crise, é uma tristeza, o que é isto, o governo não presta, blá, blá, blá..."; somos campeões do mundo: "Não entendo. Para que ganharam o campeonato do mundo? Somos algum grande país do mundo do futebol? Blá, blá, blá..."; não temos emprego, mas não falta trabalho: "Não há emprego, não sei quê.", "Porque não procuras um trabalho?", "Vai tu! Não há emprego, blá, blá, blá...". Vamos, então, falar de dizeres, ditos e ditados, que eu simplesmente não entendo e acho que não fazem qualquer sentido. Comecemos.
"O dinheiro não traz felicidade." - Ditado inventado, certamente, por alguém extremamente pobre, para se mentalizar que o vizinho rico do lado não era tão feliz quanto ele, enquanto se babava para cima do maço de notas que este tirava do bolso, para pagar ao moço da pizza, que, graças à sua riqueza, pôde chamar a sua casa, pois tem a possibilidade de ter um telefone.
"Tudo o que vem à rede é peixe." - Eu gostava de ver o crânio que disse esta bela frase comer as latas, botas, sacos de plástico e outras coisas que tal, que os nossos pescadores, infelizmente, trazem para casa ao final de um dia trabalho. Vá, come lá isso a ver se és homem, afinal é peixe.
"Temos de fazer muitas coisas que não gostamos, para fazer o que gostamos." - Neste tenho razões pessoais para não concordar. Ando há tanto tempo a fazer coisas que não gosto, que perdi todo o tempo para as que realmente gosto. E mais não digo.
"Quem corre por gosto não cansa." - Nota-se na cara dos nossos atletas, quando acabam a maratona. Não cansa nada. Quem foi a besta que disse isto? Hein?! Onde estás enfiado? Anda cá, que a gente já te conta uma história. A ver se cansa ou não cansa. Anda cá.
E assim, de repente, não me lembro de mais nenhum.
Acabou por aqui, hoje. Quero só deixar claro que isto não é um "adeus", é mais um "até logo". Espero que tenha agradado a muitos e que tenha chocado outros tantos. Espero, também, que continuem a passar por cá e a ler as barbaridades que escrevi. Um muito obrigado, a alguns, pelo apoio e a todos por terem entrado e terem passado os olhos nas letras que atirei para esta página. Obrigado, desculpem e até depois.

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