Olhem à Vossa Volta

Hoje vou dedicar um post a outra das grandes criações deste mundo. E não, não foi Deus que a criou. O criador da coisa mais perfeita do universo, o ser humano, não ia criar uma cagada destas. Estou a falar do trânsito.
O trânsito é complexo e, ao mesmo tempo, estúpido. E não é só o trânsito, as pessoas que o fazem também o são, isto é, todos nós. Quantas vezes não vamos descansados, na auto-estrada, no limite da velocidade máxima permitida (180km/h (o meu carro não dá mais)), a gozar a música e, de repente, tudo pára. "Oh não! Horas no trânsito." - pensamos. Demoramos meia hora para andar 10 metros. O caos. E por que parou o trânsito?... ... ... (suspense)... ... ... Por razão nenhuma. Várias vezes estive parado na estrada - e foram mesmo várias, inúmeras - para, ao fim de dois quilómetros de fila, descobrir que não se passa nada, rigorosamente nada. Pensei que pudesse ser um acidente, alguém que se atirou para o meio da estrada, ou, até mesmo, uma formiga que quis atravessar e um condutor simpático deu-se ao trabalho de parar. Mas não. Nada, nem uma pequeno fantasma. Eu acho é que há gente que gosta, simplesmente, de parar na auto-estrada só para atrasar o trânsito: "Hoje estou numa de doideira, vou parar entre as duas faixas e fazer parar o trânsito. Olha eu a parar o trânsito, olha. Ramboia.". Não entendo. Depois há o trânsito que pára porque, quatro faixas ao lado, na via contrária, houve um acidente e um palerma qualquer quer ver. "Ah, olha um acidente. Eu não te disse para trazer as pipocas?". E paramos todos. É claro que, depois de parados, todos passamos a mirones. "Ei! Olha, o gajo estampou-se. Vou acampar aqui, traz a merenda.". Numa situação normal, em que ninguém parasse para ver eu nem reparava no acidente, mesmo que ele fosse à minha frente. Era sempre a andar. "Atropelaste um velhinho.", "Cala-te, agora não vou parar para ver.". Depois há os habitantes do trânsito, ou as pessoas (nós) que têm de parar por causa dos parvalhões que pararam primeiro. É vê-los fazer as coisas mais estranhas. Pessoas a cantar: quando dois carros têm os vidros fechados e, num deles, há um verdadeiro Pavaroti a gritar a pulmões cheios a bela música que ouve no momento, o que é que parece? Com a boca toda aberta a abanar a cabeça qual Stevie Wonder? Parece alguém que acabou de fugir do Hospital Conde Ferreira e roubou o carro a um parvo que parou para ajudar o homemzinho da bata branca, na berma da auto-estrada. Pensamos: "Esqueceu-se de tomar as pastilhas, aquele. Coitadinho.". Maquilhagem auto: as damas todas a retocar a maquilhagem, mesmo em andamento, ainda que lento. E rápido também (admiro as mulheres que conseguem fazer isto, pintar os lábios, as unhas, os olhos, em pleno andamento). E as pessoas que adormecem: que fazem com que o trânsito pare atrás deles. Acreditem, também já vi. "Ei! Trânsito!" (ressona). É automático. Param e adormecem.
Quem anda no trânsito, quase 90% da população nacional, vê das coisas mais parvas da terra. Pior só mesmo um monge budista a fumar ganza num casino.


Eu sei que não sou muito bom cómico e, por isso, deixo aqui alguns dos melhores do mundo:
Eddie Griffin


Josh Blue


Jeff Dunham


Lee Evans


Aldo Lima


e muitos, muitos outros. São algumas das minhas influências.
Cumprimentos.

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