Bolonha, Avaliação Contínua e Outras Mentiras
É a ressurreição. O renascer, das cinzas, qual Fénix de cor de fogo, largando chamas pelo orifício anal. O renascimento de um blog mítico, histórico, ou então, somente, de um blog desconhecido e parvo.
Estou de volta - acho eu.
Sou estudante universitário, como já tinha, por aqui, referido, na nova era do Tratado de Bolonha. Os cursos são agora mais rápidos e fáceis de tirar, na teoria. Três anos de estudos árduos e dedicados. Avaliação contínua e possibilidade de concluir todas as unidades curriculares, com aproveitamento positivo, sem necessidade de recorrer a exame final - dizem eles. Até podia ser verdade, mas não é no ISCAP (Instituo Superior de Contabilidade e Administração do Porto, ou renomeado para Instituto Superior da Caca e dos Anjinhos do Porto), onde o favorecido é o professor e nós, alunos, nos vemos obrigados a fazer exame final, porque ninguém está na disposição de fazer dois testes e corrigi-los. No ISCAP, dão-nos carradas de matéria e um livro, por onde podemos estudar, e, a dois dias do exame, dizem-nos que o livro que nos forneceram não contém a matéria toda, necessária para o exame, e que devemos pesquisar na biblioteca do ISCAP. Só podem estar a brincar. Isto a juntar ao facto de termos estado dois meses sem professor e não termos tido a possibilidade de dar a matéria toda, de nos terem atribuído uma criança como professora e desta ter medo dos alunos (não sei muito bem porquê, uma vez que somos todos adultos), não ter à-vontade para falar em público e não se apanhar nada da matéria nas aulas.
Agora eu quero perguntar: quem é que vai fazer o exame por nós? É o senhor doutor Duarte Mércier, regente das belas cadeiras de Gestão, que nos obrigada, tão delicadamente, a abdicarmos do nosso direito à avaliação contínua? Ou o senhor presidente do conselho directivo, que alterou os estatutos do instituto a meio do segundo semestre, para que estes favorecessem os ideais de alguns professores? Eu gostaria de saber o que aconteceria se os alunos, em acto de protesto, deixassem de pagar as belas das propinas. Com que dinheiro viveriam estas pessoas? E gostaria de ver as minhas perguntas respondidas.
Eu estou revoltado e vou incitar os meus colegas à revolta. Desde professores com doenças do foro psicológico, que não possuem capacidades para dar aulas, a interesseiros, a quem não convém corrigir um mísero mini-teste. Das empregadas da secretaria ou outros departamentos, que não abrem as portas, dos locais onde trabalham, para que se pense, que estão fechados, a tudo o que resto que não funciona. Esta instituição peca por muitas, muitas coisas. Amigos, leitores, se quiserem tirar um curso superior, não escolham o ISCAP. É o que eu vos aconselho.
Agora, vou largar o blog e vou estudar que daqui a uma semana tenho um exame bem complicado, onde tenho mesmo de passar à primeira. Se alguém quiser fazer Gestão das Organizações por mim, agradeço.
Cumprimentos.
Estou de volta - acho eu.
Sou estudante universitário, como já tinha, por aqui, referido, na nova era do Tratado de Bolonha. Os cursos são agora mais rápidos e fáceis de tirar, na teoria. Três anos de estudos árduos e dedicados. Avaliação contínua e possibilidade de concluir todas as unidades curriculares, com aproveitamento positivo, sem necessidade de recorrer a exame final - dizem eles. Até podia ser verdade, mas não é no ISCAP (Instituo Superior de Contabilidade e Administração do Porto, ou renomeado para Instituto Superior da Caca e dos Anjinhos do Porto), onde o favorecido é o professor e nós, alunos, nos vemos obrigados a fazer exame final, porque ninguém está na disposição de fazer dois testes e corrigi-los. No ISCAP, dão-nos carradas de matéria e um livro, por onde podemos estudar, e, a dois dias do exame, dizem-nos que o livro que nos forneceram não contém a matéria toda, necessária para o exame, e que devemos pesquisar na biblioteca do ISCAP. Só podem estar a brincar. Isto a juntar ao facto de termos estado dois meses sem professor e não termos tido a possibilidade de dar a matéria toda, de nos terem atribuído uma criança como professora e desta ter medo dos alunos (não sei muito bem porquê, uma vez que somos todos adultos), não ter à-vontade para falar em público e não se apanhar nada da matéria nas aulas.
Agora eu quero perguntar: quem é que vai fazer o exame por nós? É o senhor doutor Duarte Mércier, regente das belas cadeiras de Gestão, que nos obrigada, tão delicadamente, a abdicarmos do nosso direito à avaliação contínua? Ou o senhor presidente do conselho directivo, que alterou os estatutos do instituto a meio do segundo semestre, para que estes favorecessem os ideais de alguns professores? Eu gostaria de saber o que aconteceria se os alunos, em acto de protesto, deixassem de pagar as belas das propinas. Com que dinheiro viveriam estas pessoas? E gostaria de ver as minhas perguntas respondidas.
Eu estou revoltado e vou incitar os meus colegas à revolta. Desde professores com doenças do foro psicológico, que não possuem capacidades para dar aulas, a interesseiros, a quem não convém corrigir um mísero mini-teste. Das empregadas da secretaria ou outros departamentos, que não abrem as portas, dos locais onde trabalham, para que se pense, que estão fechados, a tudo o que resto que não funciona. Esta instituição peca por muitas, muitas coisas. Amigos, leitores, se quiserem tirar um curso superior, não escolham o ISCAP. É o que eu vos aconselho.
Agora, vou largar o blog e vou estudar que daqui a uma semana tenho um exame bem complicado, onde tenho mesmo de passar à primeira. Se alguém quiser fazer Gestão das Organizações por mim, agradeço.
Cumprimentos.
Muitos parabéns pelo post. Concordo com tudo aquilo que foi escrito, mas devemos atender ao facto de este problema não ser novo. Desde sempre os professores são reis e senhores. Que tenham autoridade tudo muito bem, agora manipular os regulamentos a seu proveito é de bradar aos céus. Mas que queriam? Somos portugueses...
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