Detesto
Ontem tive o prazer de voltar à minha dentista. Já não é a primeira vez que falo da minha dentista neste blog e, pobre da senhora que não tenho nada contra ela, eu detesto ir à dentista. Não é pelas dores, que as dores físicas eu aguento-as como se não as tivesse, é pelo tempo que se passa de boca "escarrapachada" a tentar desviar os olhos dos olhos da médica, enquanto esta tenta fazer conversa. A minha sorte foi que ela, ontem, não estava muito conversadora, porque quando está é muito mau. Tentar responder a perguntas complicadas, que pedem mais do que um simples sim ou não, com a boca toda aberta não é fácil. E depois, tendo a boca toda aberta, durante tanto tempo, faz-me sentir exposto. Tipo aquela sensação de andar despido na rua, que parece que dá um frio na coisa. Se calhar fui só eu que senti. Mas sinto-me desprotegido, ali, com a boca toda escancarada para o mundo. Não gosto. E para aumentar o meu sufoco, os produtos que a senhora doutora estava a usar na minha boca teimavam em saltar-me para os olhos. Para me proteger, tive de os fechar e aí, sim, senti-me bem, porque adormeci por breves segundos. Sim, eu adormeci numa cadeira de dentista, enquanto a médica me furava a boca. Eu aguento bem a dor. Sou bom para andar à porrada porque não sinto. Alguém quer experimentar?
E, bem, deixo-vos esta reflexão.
Cumprimentos.
E, bem, deixo-vos esta reflexão.
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