Poesia
Acho que nunca ninguém, ou quase ninguém, teve a oportunidade de ver a minha veia poética. Desta feita, vou deixar aqui dos dos poemas que escrevi num site de escrita livre, há uns dois anos.
Sem título - Uma Ode ao Horror
Desceu as escuras escadas
Até à escura cave,
Daquela casa assombrosa,
Com uma aura negra e misteriosa.
Pondo a mão num bolso,
Repara que tem um isqueiro.
Numa rodada o acende e rapara
Do seu lado direito, num pequeno candeeiro.
Ao óleo chega o lume
E o cheiro a podre intensifica-se.
Alumiando a toda a volta
A cave na qual entrou, o seu olhar "horrorifica-se".
Penduradas nas paredes
Outras como ela se encontram.
Ora crucificadas, ora torcidas, de cabeça para baixo,
No tecto,qual será a história que contam?
Esquartejadas, esventradas, ensanguentadas,
Outras sem sangue.
Umas sem pele, outras com ela rasgada
Olham o infinito com olhar estanque.
"Nem os olhos lhes fechou",
Pensa a pobre rapariga
Que sem notar e sem aviso
Sente a faca cortar-lhe a barriga.
Caindo no chão sem reflexo,
Submergindo no sangue das moças,
Pensa em reagir e fugir
Mas sente que lhe fugiram as forças.
Sem mais nada poder fazer
Olha o infinito, com o olhar estanque.
Deixa-se então levar pelo negro anjo
Que espera que escoe todo o seu sangue.
Sem título - Uma Ode ao Horror 2
Numa casa fria,
Feita de pedra,
Encontras-te "cara mia",
Descalça e em farrapos.
Raptada, violada
e posta numa jaula.
Foste maltratada
E deixada só, com os teus trapos.
A teu lado jaz,
Sem fazer barulho,
Pois descança em paz
A mais bela flor.
Cozeram-lhe a boca
Para não chatear.
Morreu sofocada no choro,
Para teu horror.
Na jaula ao lado
Um homem,
De olhar esbogalhado,
A quem cortaram os braços.
Fita-lo espantada
Com olhar de medo.
Escondes-te aterrorizada,
Porque ouves passos.
Uma mão gelada,
Atravessa a grade
Gritas mas tens a boca tapada
Pela patorra monstruosa.
Um estalido na sala,
O prazer foi satisfeito
É o teu pescoço que estala.
O monstro acabou contigo, formosa.
Não são nenhuma obra de arte e são negros, mas são o que se arranja.
Cumprimentos.
Sem título - Uma Ode ao Horror
Desceu as escuras escadas
Até à escura cave,
Daquela casa assombrosa,
Com uma aura negra e misteriosa.
Pondo a mão num bolso,
Repara que tem um isqueiro.
Numa rodada o acende e rapara
Do seu lado direito, num pequeno candeeiro.
Ao óleo chega o lume
E o cheiro a podre intensifica-se.
Alumiando a toda a volta
A cave na qual entrou, o seu olhar "horrorifica-se".
Penduradas nas paredes
Outras como ela se encontram.
Ora crucificadas, ora torcidas, de cabeça para baixo,
No tecto,qual será a história que contam?
Esquartejadas, esventradas, ensanguentadas,
Outras sem sangue.
Umas sem pele, outras com ela rasgada
Olham o infinito com olhar estanque.
"Nem os olhos lhes fechou",
Pensa a pobre rapariga
Que sem notar e sem aviso
Sente a faca cortar-lhe a barriga.
Caindo no chão sem reflexo,
Submergindo no sangue das moças,
Pensa em reagir e fugir
Mas sente que lhe fugiram as forças.
Sem mais nada poder fazer
Olha o infinito, com o olhar estanque.
Deixa-se então levar pelo negro anjo
Que espera que escoe todo o seu sangue.
Sem título - Uma Ode ao Horror 2
Numa casa fria,
Feita de pedra,
Encontras-te "cara mia",
Descalça e em farrapos.
Raptada, violada
e posta numa jaula.
Foste maltratada
E deixada só, com os teus trapos.
A teu lado jaz,
Sem fazer barulho,
Pois descança em paz
A mais bela flor.
Cozeram-lhe a boca
Para não chatear.
Morreu sofocada no choro,
Para teu horror.
Na jaula ao lado
Um homem,
De olhar esbogalhado,
A quem cortaram os braços.
Fita-lo espantada
Com olhar de medo.
Escondes-te aterrorizada,
Porque ouves passos.
Uma mão gelada,
Atravessa a grade
Gritas mas tens a boca tapada
Pela patorra monstruosa.
Um estalido na sala,
O prazer foi satisfeito
É o teu pescoço que estala.
O monstro acabou contigo, formosa.
Não são nenhuma obra de arte e são negros, mas são o que se arranja.
Cumprimentos.
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