A Praga

Há mais de um mês que o meu teclado não funcionava para a arte da escrita. Mais de um mês sem escrever nos meus blogues. Mais de um mês... E de quem é a culpa? Da preguiça.

Um dos problemas de se estar desempregado é a preguiça. É uma praga. Acredito que seja considerado doença e que haja, por aí, um qualquer tratamento milagroso. Quanto menos se faz, menos se quer fazer. E isso é mau? Por um lado é, por outro não. Por um lado é, porque convém sair da cama para urinar e comer. Caso contrário corremos o sério risco de morrer à fome e afogados na nossa própria urina. O que é chato e cheira mal. Por outro não é, porque sabe mesmo bem. E a preguiça traz outras coisas. A vontade de comer comida de plástico, de passar o dia a ver filmes agarrado a um balde de pipocas, vontade de fazer coisas indecentes a pessoas decentes, etc. É um antro de pecado. É o caminho mais direto para o Inferno, segundo as leis da Igreja. É o desafio a Deus em toda a sua magnitude. Cometer todos os pecados mortais num só. Mas sabe mesmo bem.

Mas calma, não é que eu não faça nada. Eu faço. Treino todos os dias, pesquiso e estudo sobre a minha área e outras áreas de interesse. Cozinho, arrumo e passo a ferro. Faço uns trabalhitos aqui e ali e trato dos negócios da família. Bem, chego à conclusão que não estou assim tão preguiçoso. Estou, até, bastante ocupado e com muito para fazer, ao contrário do que se possa pensar. Acho que é altura de me dar à preguiça.

Cumprimentos e é favor não incomodar.

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