Pensar Fora da Caixa

Quero, com este singelo texto, explicar de uma vez por todas aquilo que sou, àqueles que não entendem e aos que não me conhecem, ou conhecem mal.

Eu penso fora da caixa. Não acredito em crises. Não acredito em dificuldades, acredito em oportunidades. Não acredito em limitações, acredito em oportunidades de desenvolvimento, de experimentar e conhecer coisas novas, coisas que nunca tinha feito. Passaram a vida a tentar fazer-me acreditar que era tímido e envergonhado, pois eu deixei de acreditar em tal coisa e tenho provado que isso não é verdade, tendo mesmo testemunhas. A tentar fazer-me acreditar que não tinha jeito para certas coisas, para as quais eu passei a acreditar que tenho e faço-as sem dificuldade. Não acredito naquilo que sempre me fizeram acreditar que sou. Não acredito que a vida é difícil. Não acredito que o mundo é uma "bosta". Simplesmente não acredito.

Em que acredito? Acredito, plenamente, que a vida é o que pensamos que ela é. Que a vida é curta demais para ser levada com stress e preocupações. Acredito que não precisamos de dinheiro tanto quanto pensamos que precisamos. Se ficarmos mesmo sem nenhum dinheiro, de certeza que todos nós encontra uma forma de se sustentar, porque há estruturas na nossa sociedade que nos apoiam nessa situação, ou alguém próximo acaba por nos dar a mão. Não digo que não temos de trabalhar e que é bom viver às custas de outro. Muito pelo contrário, simplesmente acredito que quando retiramos a pressão da necessidade excessiva por dinheiro torna-se mais fácil fazê-lo, porque acabamos por desfrutar mais do nosso trabalho e por descobrir nele coisas de que realmente gostamos. Acredito e vivo segundo a máxima do "Carpe Diem". Acredito que a felicidade está e sempre esteve dentro de nós e não nos carros, casas, ou tralhas que temos, ou na pessoa com quem vivemos. Não está nos bens materiais que achamos que temos de possuir para sermos felizes. E descobri-o por mim. Acredito que se eliminarmos a pressão para sermos os melhores, ou a pressão de tentar agradar aos que nos rodeiam, vivemos muito mais livres e somos mais criativos na nossa vida. Acredito que devemos ir atrás dos nosso sonhos, seguindo a nossa razão, a nossa voz interior, e deixar de seguir os sonhos dos outros. 

Sou uma pessoa positiva que, aos poucos, vai deitando muros abaixo ao murro (esta frase não me pertence, mas começou a fazer grande sentido na minha vida). Não me deixo bater. Não me deixo levar por pensamentos negativos. Não me sinto mal quando outros acham que devo sentir-me mal. Não sofro com a tristeza dos outros. Sou feliz. Comigo, em mim e com aquilo que tenho, ou não tenho. Sou feliz em qualquer lado e com qualquer pessoa. Em qualquer situação. Aprendi que a felicidade nasceu connosco e dou graças por isso. Sinto-me melhor com a minha pessoa, com a minha vida e sinto-me livre para seguir o trabalho que quero, fazendo o que quero sem pressões. Acredito que vou conquistar todos os meus objectivos, porque, como me sinto bem e não ponho pressão nos meus ombros, encontro o caminho para eles mais facilmente. A minha razão diz-me todos os dias o que fazer a seguir. E talvez seja isto que faz confusão a quem se aproxima de mim e a quem já me é chegado. Não tenho problemas, não vejo problemas em lado nenhum. Pensam que devia sentir-me mal por não ter dinheiro, apesar de ter muito trabalho, estar a adorar esta nova fase da minha vida e a ganhar muita experiência. Que devia ser infeliz por viver em casa dos meus pais. Talvez queiram ser como eu, mas não entendem que só depende deles perceber que sempre foram como eu, só não o vêem.

O que quero com este texto? Gostava que me apoiassem no meu percurso e nas minhas decisões. Tal como eu apoio e tento incentivar as deles. Que tentassem entender-me. Mas se não o querem fazer, então não me julguem e parem de tentar impingir-me a vossa visão negativa do mundo e da vida. De tentarem fazer-me acreditar que a vida é difícil e está cheia de complicações. Que tudo tem um preço. Parem de tentar enfiar a vossa infelicidade em mim. Não vai funcionar. Desde que a minha felicidade e o meu bem-estar não sejam postos em causa, não tenho medo de tomar más decisões, de ter más ideias, de seguir o caminho errado, não tenho medo do dia de amanhã. Há quase sempre tempo de mudar as nossas decisões, o nosso caminho. E, mesmo quando não há, podemos sempre tomar outra decisão logo a seguir, outro caminho. Para mim, tudo tem um lado positivo e tudo depende do nosso ponto de vista. Nunca é tarde para aprender coisas novas e mudar de rumo, de vida, de crenças. Que tudo é possível. É isso que eu quero com este texto. Quero que entendam, que saibam e percebam que é assim que sou.

Sou louco? Sou, bastante. Mas sou feliz e vou continuar a sê-lo, por mais que tentem mudar-me, quer queiram, quer não.

Richard Bach escreveu um dia: "Defende as tuas limitações e, de facto, elas são tuas.". Eu não tenho limitações, tenho arestas a limar. Eu penso fora da caixa.

P.S.: Não é um texto escrito em raiva. Antes pelo contrário. É escrito com amor. E como não quero que me tentem muda, vou, também eu, parar de tentar mudar os outros. À Raquel, aos meu pais e à minha irmã: amo-vos e só queria que fossem felizes como eu sou.

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