Simples
Ontem, durante um pequeno momento de reflexão, isto atingiu-me. E até que doeu.
A vida, no seu todo, é muito simples, não é fácil, são coisas diferentes, mas simples. Nós, e quando digo nós é todos nós, eu incluído, seres humanos, é que tendemos a complicar tudo. A vida, simplesmente, acontece. Todos sabemos o correto a fazer. Comer bem, mexer o corpo, acalmar a mente. Todos sem excepção. No entanto, temos a tendência de atribuir valor às situações que vamos vivendo e é aí que isto descarrila.
Vou dar alguns exemplos pessoais. Adorava, é, talvez, um sonho, poder ficar em casa a cuidar da minha filha, mas, como não sou milionário, nem sei fazer dinheiro sem trabalhar, para pagar as contas. Vai daí, tenho de trabalhar. E trabalho oito, nove, dez horas por dia. Isto tem criado um grande conflito interno. Ontem percebi que posso continuar a complicar, a alimentar o conflito, ou aceitar a "cena" e ficar grato por ter como alimentar a Maria, por ter um teto sobre cabeça e por estar a fazer o que é certo, neste momento. Muda muita coisa. Também devido ao nascimento da criança, vi-me algo forçado a vender a mota, para poder comprar um veículo que nos pudesse transportar a todos, daí a nave espacial. Mas, todos os dias, sinto falta da mota. Em vez de ficar "deprimido", por não poder ter uma, posso ficar contente por não correr o risco de cair a alta velocidade, por não ter mais um seguro para pagar e mais combustível para comprar.
A vida tem o seu caminho. A sua forma de ser, de acontecer. Infelizmente, nem sempre é como queríamos que fosse. Bem, a maior parte das vezes não é, pelo menos para mim. Temos doenças, miséria, fome e tantas outras coisas más no mundo. Ainda assim, temos sempre a escolha de não complicar o que não é complicado. Isto é, sem dúvida, a parte mais difícil de estar vivo, não atribuir valor ao que nos acontece.
Isto bateu-me e doeu.
A vida, no seu todo, é muito simples, não é fácil, são coisas diferentes, mas simples. Nós, e quando digo nós é todos nós, eu incluído, seres humanos, é que tendemos a complicar tudo. A vida, simplesmente, acontece. Todos sabemos o correto a fazer. Comer bem, mexer o corpo, acalmar a mente. Todos sem excepção. No entanto, temos a tendência de atribuir valor às situações que vamos vivendo e é aí que isto descarrila.
Vou dar alguns exemplos pessoais. Adorava, é, talvez, um sonho, poder ficar em casa a cuidar da minha filha, mas, como não sou milionário, nem sei fazer dinheiro sem trabalhar, para pagar as contas. Vai daí, tenho de trabalhar. E trabalho oito, nove, dez horas por dia. Isto tem criado um grande conflito interno. Ontem percebi que posso continuar a complicar, a alimentar o conflito, ou aceitar a "cena" e ficar grato por ter como alimentar a Maria, por ter um teto sobre cabeça e por estar a fazer o que é certo, neste momento. Muda muita coisa. Também devido ao nascimento da criança, vi-me algo forçado a vender a mota, para poder comprar um veículo que nos pudesse transportar a todos, daí a nave espacial. Mas, todos os dias, sinto falta da mota. Em vez de ficar "deprimido", por não poder ter uma, posso ficar contente por não correr o risco de cair a alta velocidade, por não ter mais um seguro para pagar e mais combustível para comprar.
A vida tem o seu caminho. A sua forma de ser, de acontecer. Infelizmente, nem sempre é como queríamos que fosse. Bem, a maior parte das vezes não é, pelo menos para mim. Temos doenças, miséria, fome e tantas outras coisas más no mundo. Ainda assim, temos sempre a escolha de não complicar o que não é complicado. Isto é, sem dúvida, a parte mais difícil de estar vivo, não atribuir valor ao que nos acontece.
Isto bateu-me e doeu.
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