Jogo da Memória

Memória. Uns queixam-se de a ter, outros de não a ter.

Como escrevi ontem, fui testemunhar algo. Não sabia o que era, até ter chegado à esquadra. O caso remonta a 2015, altura em entregava "pacotes", em nome da UPS. Para minha própria surpresa, mais de dois anos depois, lembrava-me de ruas e nomes de empresas e pessoas. O que pode ser bom, ou muito mau.


Geralmente tenho boa memória. Recordo datas, nomes, caras e outras coisas facilmente. Tenho, até, memórias de coisas com mais de 20 anos. Lembro-me do nascimento da minha irmã, facto estranho, uma vez que tinha apenas quatro anos. Eu, não a minha irmã. E de outros acontecimentos. "Isso é muito fixe", dizem vocês. Mas quem quer guardar para a vida, ou até à senilidade, memórias de momentos embaraçosos da escola primária? Ou do nosso "bully" do preparatório? Ou da vez em que podia ter sido, com aquela pessoa, e não foi? Ninguém se quer recordar dessas coisas para sempre. Pois eu recordo.

Uns queixam-se de não ter boa memória. Eu queixo-me de me lembrar de quase tudo. Maioritariamente o que me envergonha e chateia, mas quase tudo. Um grande poder, por vezes, é uma maldição.

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