Estranha Forma de Amor

Temos uma estranha forma de amar.

Amamos os nossos filhos. Amamos os nossos pais. Amamos os nossos cônjuges. Amamos os nossos animais. Ou assim o dizemos. No entanto, mal façam algo que vai contra aquilo que gostamos, enchemo-los de porrada.

Falo contra mim mesmo. Já "distribuí" uma sapatada, ou outra, por xixis e cocós na cozinha (por parte do cão), por birras e asneiras sem cabimento (por parte da filha). Mas isto não é normal. Não é assim que educamos ninguém. E, muito menos, é assim que mostramos o amor por algo ou alguém.


Esta coisa já vem do passado. O castigo com base na dor. Funciona? A minha mãe tinha a mão - e o chinelo - ligeira. Eu e a minha irmã "apanhamos" algumas vezes. Será por isso que hoje sou uma pessoa tão cheia de raiva? Com um pavio tão curto? Não sei.

A verdade é que temos mesmo uma forma estranha de amar. Homens que amam as mulheres e as enchem de pancada. Pais que amam os filhos e os castigam com o cinto das calças. Donos que amam as mascotes e as tratam a pontapé.


Não quero ser assim.

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