Da Comunicação Social Exagerada

Não vou comentar a situação, ou estado dela. Não me cabe a mim decidir. Dedico-me à instauração do pânico, por parte da comunicação. Com bonequinhos, para ilustrar.

Apresento, a seguir, aquela que é, na minha opinião, a melhor forma de comunicar tais dados. Os nossos jornais apontam um número recorde de 4224 casos e 33 mortos (número elevado, é certo). O problema aqui é os 33 mortos já fazerem parte do pacote de mais de 4000 casos. Os recuperados também, o que nos leva a outro problema que é o de já terem sido casos ativos e, por conseguinte, confirmados há, pelo menos, catorze dias atrás, mas também não me cabe a mim perceber o porquê. (Casos ativos= confirmados-recuperados-mortes)

De modo que, os números que realmente contam, que servem como indicador, são os assinalados a vermelho e, claro está, a verde, porque esses são de extrema importância. O resto é só ruído. A maioria dos casos ativos está a recuperar em casa e não inspira cuidados maiores, sendo muito improvável que se traduzam em mortes. Muito improvável, mesmo.

Se os jornalistas explicassem as coisas noutro ponto, sem tanto alarme, a vida seguia mais facilmente, apesar da tormenta.

Tenham os cuidados necessários e, para informações, leiam os relatórios oficiais e não somente as notícias dos jornais.

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