50 Sombras de Cinzento

Vivemos tempos estúpidos. Sim, até podia escrever difíceis, mas já roçam a estupidez.

Nos dias que atravessamos, o povo está, quase completamente, polarizado. Ou és extrema direita, ou extrema esquerda. Ou racista, ou anti. Ou fascista, ou comuna. Ou preto, ou branco.

O que aconteceu com o pensamento crítico e a ponderação? Onde foram? Estão de quarentena também?

Não é por não ser adepto do socialismo que sou, automaticamente, Nazi. Nem é por ser contra o fascismo que sou comunista. Não gostar de alguém, independentemente da cor da pele, não faz de mim racista. E, sim, porque não sou preto, não quer dizer que seja branco. Aliás, quem me conhece, e me vê de verão e inverno, sabe que no verão é difícil decifrar. Só há uma coisa polarizada, se sou do Benfica, nunca serei do Porto.

A vida é assim. Há preto, há branco e há dezenas de tons de cinzento. Em tudo. Só na electricidade existem, exclusivamente, dois pólos. Tudo o resto é uma amálgama de pontos de vista, entrelinhas, espaços vazios e abertura a interpretações. Tudo.

Vivemos tempos parvos, que parecem não querer cessar, no entanto, a vida não tem só duas cores, dois lados. E não devíamos viver uns contra os outros.

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