A Internet das Coisas

Bem-vindos ao futuro.

No futuro - e não num futuro longínquo, como alguns pensam, é mais amanhã, daqui a uns meses - tudo vai estar ligado à internet. E quando digo tudo, é mesmo tudo. Casa, carro, bicicleta, árvores, até o cocó do teu cão vai estar ligado. Dia e noite.

A este conceito une-se o das cidades inteligentes (Smart Cities). Em teoria, cidades mais seguras (não entendo esta exagerada paranóia com a segurança, a vida é rico) e mais sustentáveis. No Japão estão já a construir uma, e Lisboa é uma das cidades em que isto será testado, onde tudo será monitorizado. A tua casa, dir-te-á, se estiveres doente. Já imagino a conversa.

"Hoje sinto-me fantástico."

"Tu estás doente."

"Não."

"Tu estás doente."

"Não estou nada. Sinto-me lindamente."

"Ambulância a caminho. Tu estás doente."

"Alexa, cala-te. Cancelar ambulância."

"Probabilidade de falecer: 0,00001%; extremamente alta. Tu estás doente."

É melhor não continuar. Na prática, segundo Klaus Schwab, presidente do fórum económico mundial e, até mesmo, Boris Johnson, palhaço, peço desculpa, primeiro-ministro inglês, isto será um pouco como o romance de George Orwell, 1984. Para além de conseguirem, com tal monitorização, prever os nossos comportamentos, os especialistas na área acreditam que conseguirão ler os nossos pensamentos. E não, não precisam de chips, apesar de estes já estarem em pleno funcionamento. Podemos ter um computador a dizer-nos o que gostamos e o que queremos comer. Livre arbítrio?

Mas não se assustem. Vamos ter passaportes eletrónicos. Que teremos de passar em todo o lado onde formos, para poder usufruir de serviços e produtos. Segurança, sempre a segurança. Aqueles que dizem que agora se usam na China, mas que na realidade já existem desde 2013, com a implementação da Skynet - sim, tal como no Exterminador Implacável. Desde essa altura, na China, nas grandes cidades, o dinheiro físico deixou de circular e os pagamentos são efetuados através da mesma aplicação. O mesmo método que o Dr. Bill Gates (é o Google quem o diz) quer aplicar no ocidente.

Ainda por provar, ou definir, está a implementação do rendimento básico universal, ligado também a estas inovações, e o sistema de pontos, também conhecido por crédito social. Este tema é mais complexo e, garantidamente, não vai criar mais descriminação e divisão do que a que já temos no presente.

Ah! Bem-vindos ao futuro.

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