Perderam-se Todos
Os arautos da liberdade, pregadores incondicionais do 25 de Abril, viraram ditadores?
Já por várias vezes o li nas redes sociais, mas não liguei. No entanto, em conversa com um colega de trabalho ele diz que não podemos questionar o governo, nem incitar à desobediência civil.
Se não fossem estes princípios, ainda hoje o fascismo estava vivo no nosso país. Apesar de não acreditar que tenha havido uma revolução em Portugal: o povo só saiu à rua quando se sentiu seguro por ter o exército (funcionários públicos) do seu lado, a "velha senhora" para além de velha já estava bastante caduca e outros fatores que não me apetece enumerar agora; a liberdade ainda hoje estava para lá de Bagdade.
O direito à manifestação é um direito, não só constitucional, como humano. Quando não concordas com o governo tens o DEVER de te insurgir, criticar, manifestar e, sim, desobedecer. Não, obviamente, de forma violenta, dentro dos limites do bom senso. Não vamos andar a matar e a pilhar, não somos selvagens como os franceses e americanos.
O mundo, a sociedade, avança somente quando há contraditório e visões opostas. Se pensarmos todos da mesma forma, a vida não evolui. Que ideia é esta de não se poder questionar e contradizer as instituições e o estado? Ainda vivo num país livre e democrático, onde tudo deve ser questionado. Tudo.
Os arautos do 25 de Abril perderam-se.
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