Manuel - Nelo e Picas

Aqui está o primeiro tema, para a primeira pessoa que teve coragem de lançar a primeira pedra. Pedra essa que, por acaso, me acertou em cheio numa têmpora e fez com que tivesse de passar um dia inteiro no hospital, obrigado.
Vou-vos contar, então, a história de dois grandes amigos, amigos mesmo, daqueles do peito, que passam a vida juntos. Não são gays, não senhora, são só mesmo amigos.
Nelo e Picas, dois amigos, que se conheceram em tenra idade e viveram grandes aventuras juntos, mantendo a sua enorme amizade até aos dias de hoje, á sua idade adulta (ou mais ou menos adulta. Ainda umas crianças, mas com mais de vinte anos no B.I.).
Não há muito para dizer sobre Picas. É um jovem lindo, atraente, inteligente, charmoso, com uma grande piada e um grande sentido de humor, tem um extremo jeito para a escrita e já merecia um emprego como escritor de comédia. Já o Nelo, distráido, atabalhoado, é conhecido, também, pelos belos nomes de Funfun, Lelé e Gringrim (tão giros e carinhosos).
De entre todas as desventuras destas duas personagens destacam-se muito poucas. Num belo dia a caminho de um qualquer centro comercial, que por acaso tinha aberto na altura (iam de visita, algum problema?), no carro de uma grande amiga, começa a ver-se um fumo branco que ia aumentando progressivamente juntamente com um estranho som do tipo: sssshhhhhh. Pára-se o carro na berma da estrada e toca a tirar as crianças para o meio da rua depressa, por que o carro estava a arder. Eram chamas até ao céu, uma coisa medonha, uma verdadeira visão dos infernos, ninguém consegue imaginar o pânico. O que se teria passado? Nada, simplesmente o nelo carregou onde não devia, na alavanca, maçaneta, ou lá o que queiram chamar àquela coisa, do extintor que se encontrava a seus pás. Resumo: ficou tudo com o coração aos saltos, com os sapatos brancos e com as orelhas vermelhas do enorme raspanete que levaram da amiga e condutora da viatura móvel com quatro rodas, que por acaso tinha um extintor sem cavilha de segurança e que disparou com um toque descuidado de uma criança de seis, ou sete, ou, até mesmo, oito anos, sabe-se lá bem porquê. Uns anos mais tarde, Picas descobre que fazer campismo com Nelo, não era lá muito agradável. A juntar ao facto de sempre que entrava na tenda quase a deixava no chão, vinham as areias agarradas ao sapatos que, juntamente com o dono, iam para a cama, confortáveis, não fossem apanhar uma constipação, se ficassem ao relento e a desarrumação típica de um lisboeta (não sei bem se são desarrumados ou não, só o conheço a ele, mas achei que ficava bem. Desculpem-me os outros.). As férias na bela vila de Caminha eram ricas em histórias, ou então não, mas deixaram muitas meórias aos dois amigos. Já alguém apanhou uma bebedeira com um shot, só um, um copinho mínimo, com umas gotinhas de álcool? O Nelo já. Uma noite, com mais alguns amigos, decide-se tomar umas rodadas de shots (agora vou descobrir uma carequita). Ora enquanto todos os outros iam já no quarto ou quinto Dragon Ball, o Nelo tinha tomado só um. Quando se decidem apagar, já meio a cambaliar de emoção, só de emoção, porque na realidade, à excepção de Nelo, mais ninguém estava, realmente bêbedo (cof, cof, cof...). Nelo desaparece, sendo encontrado alguns minutos mais tarde, na praia (fluvial), com as calças molhadas nos enterstícios, ali na zona penal. Quando questionado sobre o que aconteceu ele responde que tinha sido água do rio. Pois, claro, e só tinha molhado a zona das virilhas. Acho que ficou claro, naquela noite, que Nelo sabia, para além de outras coisas, fazer a espargata (ou então ficava incontinente com o álcool). Noites antes, outra vez o Nelo, arriscou-se a apanhar uma valente tareia de um grupo de jovens, pois foi apanhado a contar anedotas que brincavam com o tamanho do membro do meio. De frisar que era um grupo de jovens negros e que a anedota tinha, também, a ver com o membro da mesma cor. O que lhe valeu, foi a influência de uma amiga. O que não faz uma mulher.
A infância e adolescência destas duas personagens foram algo inesquecivel e, algumas vezes, humilhantes, mas era mesmo isso que tinha piada. Bons velhos tempos, dizem eles.

Aviso à população: tema complicado para escrita, que pode, apenas, interessar aos intervenientes. Caso não achem piada, leiam novamente, ao som de um Bruno Nogueira, um Carlos Moura, ou qualquer outro comediante decente da nossa praça. Um muito obrigado pela compreensão. Eu tentei ter piada, mas não é fácil. Foi um parto doloroso e demorado. Desculpem qualquer coisinha.

Manel, este é para ti.

Comentários

  1. LOL tiveste bem, quem vos conhecer ri-se bem, porque se recorda desses episódios bravos.
    Só faltou mesmo contar aquele episódio em que o Nelo, partiu um perfume de uma amiga, e fugiu para casa a grande velocidade...lol.
    beijocas para o picas e para o sempre lélé :P

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  2. Rir e Chorar.
    Rir porque momentos inéditos como este são únicos que estarão sempre "cá" para recordar. Desde as nossas atrapalhações até revelações inéditas como eu já ter bebido um shot. É verdade, já bebi. E tinha uns 16 anos. Momento esse que só podia ser partilhado contigo, Ricardo.
    Chorar porque a saudade e a recordação provocam reacções emocionais que nem os mais dotados Filósofos conseguiram explicar.
    Tenho saudades nossas.
    O nosso grupo era todo ele diferente. Eras tu, o resmungão, autoritário e quem mantinha ainda alguma ordem nesse grupo. A tua irmã, Ana. A santinha, vidrinha, meiguinha miúda 100% influenciada por nós. O Tiago, o bêbado, o bocas, o que mija da torre do nadador salvador cá para baixo. O irmão do Tiago, Luís. Na altura era uma versão mais sensata do Tiago. A Maria João, Donzela, refilona, dinamizadora do grupo, personalidade vincada, boa como tudo. E eu.
    Mas esta história, Eu e Tu (os Amigos) começou bem antes deste grupo. Há muito tempo. Tanto tempo que eu próprio não me lembro. E tu também não.
    Obrigado por este tributo Pikas.
    Um grande Abraço

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