Ultraje


Sinto-me enganado. E, como eu, mais de metade dos homens deste país.

Hoje em dia fazem roupas que servem, unicamente, para enganar os homens. Ele é calças, camisolas, tops. Tudo edificado, única e exclusivamente, para dissuadir o espécime masculino.

Para onde quer que olhemos vemos mulheres com lindas e definidas curvas. Rabos empinados, bem arredondados. Peitos firmes e robustos. Sem barriga. A perfeição saiu à rua. Mas é tudo mentira. Não passa de uma ilusão. No momento em que estas meninas tiram as roupas… tudo se desmorona. O rabo cai. Aparece a celulite. Os peitos descem até ao umbigo. E saltam aqueles pneuzinhos, típicos de uma pessoa normal. É um embuste.

Estou seriamente a pensar processar as empresas têxteis deste país. Ele há calças push-up. Camisolas interiores que compactam as gordurinhas extra. Soutiens e cuecas que põem as coisas no sítio. Até as luvas e os sapatos têm uma especificidade qualquer para melhorar o aspecto das mãos e dos pés. É uma armadilha que nos lançaram. Homens revoltem-se. Façamos um movimento pelas mulheres ao natural. Para, assim, sabermos que vale realmente a pena e quem não vale. Para não sermos enganados.

Depois, estas meninas, pedem para fazer o amor com a luz apagada. Porque têm vergonha. Se usassem roupas normais, que fazem o corpo normal, não precisavam ter vergonha. Não corriam o risco de ser erradamente “engatadas”. Não corriam, sequer, o risco de ter de fazer o amor. A não ser com alguém que gostasse de mulheres como elas. Pensem nisso.

Isto é um ultraje. Sinto-me endrominado. Vou tomar medidas.

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