Micromachines
Quem não se lembra dos saudosos Micromachines: "Micromachines, vão para onde quiseres! Sempre, sempre a divertir."; aqueles belos carrinhos miniatura. A carrinha que se transformava em cidade, o carro de bombeiros (ou algo do género). Eram tão divertidos, até que os perdíamos todos e, por esse facto, se tornavam irritantes. Mas quando não tinhamos e os nossos amigos sim, então ficávamos com inveja. Ao mesmo tempo de tudo isto até podiam dar jeito, veja-se o filme "Sozinho em Casa", em que são usados para atirar um dos ladrões ao chão. Pois hoje em dia há um novo tipo de Micromachines que provocam estas mesmas sensações e ao mesmo tempo acabam por dar jeito. Os Smarts. Eu sei que já muita gente falou dos Smarts, os verdadeiros compactos (sendo que compacto é um segmento automóvel que está, hoje em dia, na berra), mas nunca é demais enchovalhar as pobres miniaturas.
Estes carrinhos são irritantes por que: entramos num centro comercial, cheio de gente, o verdadeiro deserto do Sahara, ao fundo vemos um lugar ali mesmo ao pé de algo, espectacular. Pé no acelerador a fundo, apressamo-nos, para chegar primeiro que qualquer outro, chegamos ao local, uma miragem, está lá um smart. Eu pessoalmente acho que os smarts deviam ser, tal como as motas, relegados para aqueles lugares mais pequenos e situados onde ninguém quer, lugares próprios para smarts, num qualquer canto recôndito do centro comercial, ou outro qualquer parque.
Fazem inveja por que: meio da cidade, não há um único lugar, horas às voltas, falta-se a uma aula, perde-se algum tempo de trabalho, quando, num espacinho mínimo, entre dois carros, duas árvores, dois postes, ou duas sanitas, que por acaso estão colocadas na via pública, sabe-se lá muito bem porquê, está um "piqueno" Smart atravessado, sem sequer atrapalhar o trânsito. Digam lá se não dá vontade de o ir arrancar do sítio, ou de lá ir partir os vidros todos, arranhar o carro e fazer mais qualquer coisa demoníaca, que ainda ninguém teve coragem de fazer.
E por que é que dão jeito? Smart Roadster (de frisar que não recebo nada por estar aqui a fazer publicidade), aquele baichino, mesmo baichino, o rasteirinho. Plena auto-estrada, apanhamos um camião daqueles que vão na brita, a cerca de 50 km/h (sim, eu sei que andam muito mais depressa, mas era para ter piada), e nós cheios de pressa. Pisca para esquerda, toca a ultrapassar. Facha da esquerda, outro camião, um pouco mais rápido, que por acaso teve a mesma ideia que nós, o que fazemos? Nada mais simples. Pontaria ao centro do camião e passa-se por baixo com toda a segurança (avisam-se os estimados leitores, portadores, ou, até mesmo, donos de um destes veículos, para não tentarem isto em casa. Só funciona em teoria.), esperando que à frente não haja um outro carro, uma parede, uma curva, ou um mosquito que possa provocar um despiste.
Eu pessoalmente estou um bocadinho farto deste Micromachines dos tempos modernos, mas se alguém me quiser oferecer um, agradeço. Adeuzinho.
Estes carrinhos são irritantes por que: entramos num centro comercial, cheio de gente, o verdadeiro deserto do Sahara, ao fundo vemos um lugar ali mesmo ao pé de algo, espectacular. Pé no acelerador a fundo, apressamo-nos, para chegar primeiro que qualquer outro, chegamos ao local, uma miragem, está lá um smart. Eu pessoalmente acho que os smarts deviam ser, tal como as motas, relegados para aqueles lugares mais pequenos e situados onde ninguém quer, lugares próprios para smarts, num qualquer canto recôndito do centro comercial, ou outro qualquer parque.
Fazem inveja por que: meio da cidade, não há um único lugar, horas às voltas, falta-se a uma aula, perde-se algum tempo de trabalho, quando, num espacinho mínimo, entre dois carros, duas árvores, dois postes, ou duas sanitas, que por acaso estão colocadas na via pública, sabe-se lá muito bem porquê, está um "piqueno" Smart atravessado, sem sequer atrapalhar o trânsito. Digam lá se não dá vontade de o ir arrancar do sítio, ou de lá ir partir os vidros todos, arranhar o carro e fazer mais qualquer coisa demoníaca, que ainda ninguém teve coragem de fazer.
E por que é que dão jeito? Smart Roadster (de frisar que não recebo nada por estar aqui a fazer publicidade), aquele baichino, mesmo baichino, o rasteirinho. Plena auto-estrada, apanhamos um camião daqueles que vão na brita, a cerca de 50 km/h (sim, eu sei que andam muito mais depressa, mas era para ter piada), e nós cheios de pressa. Pisca para esquerda, toca a ultrapassar. Facha da esquerda, outro camião, um pouco mais rápido, que por acaso teve a mesma ideia que nós, o que fazemos? Nada mais simples. Pontaria ao centro do camião e passa-se por baixo com toda a segurança (avisam-se os estimados leitores, portadores, ou, até mesmo, donos de um destes veículos, para não tentarem isto em casa. Só funciona em teoria.), esperando que à frente não haja um outro carro, uma parede, uma curva, ou um mosquito que possa provocar um despiste.
Eu pessoalmente estou um bocadinho farto deste Micromachines dos tempos modernos, mas se alguém me quiser oferecer um, agradeço. Adeuzinho.
Ando há 3 ou 4 dias a tentar enviar-te um comentário e não consigo, não sei porquê. Vou tentar agora. Se estiveres a ler isto é pq consegui. Gostei do texto. Muito. Por que mudaste a cor do blog de verde para preto? era tão mais agradável!!! E noata que eu gosto do preto, mas o verde!!!
ResponderEliminarPorque
Desculpa as gralhas. Enviei o comentário, sem querer, antes do tempo.
ResponderEliminarO que me faltava dizer era a proposta de escreveres sobre cores e a sua relação com as pessoas.