Velhos Amigos

Noite. João Pestana sai da caverna e vem visitar. Traz consigo a sonolência e o entorpecimento das reações e raciocínios. Oferece, a quem o recebe, uma enorme vontade de viajar para o vale dos lençóis e abraçar o sono. Juntos dormimos.

Manhã. Os raios de sol na janela, o "doce cantar" do despertador, atiçam em nós uma energia, uma vontade de viver mais um dia. Ou, então, não. A sonolência entorpecida, trazida por João Pestana, ainda lá está. Como rebeldes, resistimos a sair da cama. As sensações demoram a entrar ao serviço e a inteligência também chega atrasada. O que será? É o cansaço. Velhos amigos de longas jornadas, o cansaço convidou João Pestana para passar férias. Durante quanto tempo não sabemos, mas parece que a estadia irá ser longa. Brincam ambos no recreio, que é o nosso corpo. Ficam de mão dada. Um dia, dois dias, uma semana, dois meses. Vieram para ficar.

Velhos amigos fazem a festa. Nós esperamos que a festa acabe, para que os sentidos voltem a ser o que eram. Volta, João Pestana, para a tua caverna. Sai cansaço, que quero viver.

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