Capitalista
Quem me conhece sabe que sou contra o dinheiro. Quem lê os meus textos também já se deve ter apercebido. Não sou ganancioso. Não me levanto por uma nota. Ou assim pensava.
Levantava-me, todos os dias, para vir trabalhar por gosto. Porque achava que tinha algo a dar às pessoas que comigo contactavam. Sempre com um sorriso na cara. Vendesse 100, ou vendesse 0, saía feliz e voltava para o meu ninho. Mas as coisas mudaram. Cresceu em mim uma necessidade e um urgência por dinheiro. Vivo concentrado em descobrir soluções para faturar mais e mais ainda. Não sei se por influência de alguém, se é, na realidade, o meu verdadeiro eu a falar. Perdi o norte, acho que me perdi dentro de mim.
Fazer o que fazemos pelo dinheiro não é certo. Devemos fazê-lo e trabalhar porque temos algo a acrescentar ao mundo, algo a dar a quem nos contrata. Devemos encarar a nossa profissão, o nosso ofício, como uma forma de contribuir para um mundo melhor. Não contribuir para a ganância, que já é demais. Não contribuir para as diferenças sociais. Quando começamos a fazer o que fazemos pelo amor à "pasta", estamos a seguir o caminho errado. Sim, precisamos de dinheiro para comer, pagar rendas, luz, água, comprar roupa. Mas, mesmo assim, para mim, não é certo viver somente para o verde (que no nosso caso tem mais cores).
Acho que me perdi, algures. Vivo para o dinheiro. Não me divirto, não sorrio. Vivo afundado num mar de preocupações. Acho que é tempo de me voltar para o interior e chutar este mal cá para fora. Voltar aos meus valores anteriores. Fazer reset e recomeçar. Estou a seguir o caminho errado. Eu não sou capitalista.
Levantava-me, todos os dias, para vir trabalhar por gosto. Porque achava que tinha algo a dar às pessoas que comigo contactavam. Sempre com um sorriso na cara. Vendesse 100, ou vendesse 0, saía feliz e voltava para o meu ninho. Mas as coisas mudaram. Cresceu em mim uma necessidade e um urgência por dinheiro. Vivo concentrado em descobrir soluções para faturar mais e mais ainda. Não sei se por influência de alguém, se é, na realidade, o meu verdadeiro eu a falar. Perdi o norte, acho que me perdi dentro de mim.
Fazer o que fazemos pelo dinheiro não é certo. Devemos fazê-lo e trabalhar porque temos algo a acrescentar ao mundo, algo a dar a quem nos contrata. Devemos encarar a nossa profissão, o nosso ofício, como uma forma de contribuir para um mundo melhor. Não contribuir para a ganância, que já é demais. Não contribuir para as diferenças sociais. Quando começamos a fazer o que fazemos pelo amor à "pasta", estamos a seguir o caminho errado. Sim, precisamos de dinheiro para comer, pagar rendas, luz, água, comprar roupa. Mas, mesmo assim, para mim, não é certo viver somente para o verde (que no nosso caso tem mais cores).
Acho que me perdi, algures. Vivo para o dinheiro. Não me divirto, não sorrio. Vivo afundado num mar de preocupações. Acho que é tempo de me voltar para o interior e chutar este mal cá para fora. Voltar aos meus valores anteriores. Fazer reset e recomeçar. Estou a seguir o caminho errado. Eu não sou capitalista.
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