És Meu
Muitas vezes, quando me preparo para dormir, o meu cérebro atira-me pérolas deste género.
Aqui há dias, cheguei à conclusão de que não possuímos, realmente, nada. A vida que vivemos é efémera. Como ela, tudo o resto tem prazo de validade. Posses, experiências, pessoas. Tudo acaba um dia, tudo tem um fim. Nada é de ninguém, no final das contas.
Por muitas posses que tenhamos. Por muito que juntemos. Não possuímos nada. Compramos uma televisão, topo de gama, porque era algo que gostávamos de ter. Um pico de energia, um "amigo do alheio", ou uma criança mais espevitada e foi-se a televisão. Tão depressa estava em nossa posse, como de repente é zero, inútil. O mesmo se passa com um carro, uma mota, uma viagem. Ficam, somente, as memórias. E, incluindo essas, serão nossas? Se perdermos o juízo, as memórias também se esfumam.
Esforçamo-nos e endividamo-nos, para conseguir mais e mais coisas, melhores coisas, maiores coisas. Para quê? Gozamos uns momentos e depois... foram-se. Será assim tão importante? Eu sei que eu gosto de coisas novas, diferentes. Conhecer locais diferentes, viajar, jogar jogos novos, roupa nova, etc. É muito bom. No entanto, nada disso é, de verdade, meu. A minha esposa, a minha filha, dizemos. Elas não são nossas. São delas mesmo.
Estudando estoicismo, aprendi que a única coisa que podemos controlar, porque nem o nosso corpo, físico, é nosso, são as nossas atitudes. Mas serão elas nossas? O cérebro atira-nos pensamentos aleatórios, durante o dia. Dezenas, milhares deles. Cabe-nos a nós decidir a quais damos atenção. Mas como decidimos isso? Não é com o mesmo cérebro? Será isso nosso?
Quando me preparo para dormir, a minha mente decide meditar nestes temas. O que possuímos, de verdade verdadinha, nesta vida?
Aqui há dias, cheguei à conclusão de que não possuímos, realmente, nada. A vida que vivemos é efémera. Como ela, tudo o resto tem prazo de validade. Posses, experiências, pessoas. Tudo acaba um dia, tudo tem um fim. Nada é de ninguém, no final das contas.
Por muitas posses que tenhamos. Por muito que juntemos. Não possuímos nada. Compramos uma televisão, topo de gama, porque era algo que gostávamos de ter. Um pico de energia, um "amigo do alheio", ou uma criança mais espevitada e foi-se a televisão. Tão depressa estava em nossa posse, como de repente é zero, inútil. O mesmo se passa com um carro, uma mota, uma viagem. Ficam, somente, as memórias. E, incluindo essas, serão nossas? Se perdermos o juízo, as memórias também se esfumam.
Esforçamo-nos e endividamo-nos, para conseguir mais e mais coisas, melhores coisas, maiores coisas. Para quê? Gozamos uns momentos e depois... foram-se. Será assim tão importante? Eu sei que eu gosto de coisas novas, diferentes. Conhecer locais diferentes, viajar, jogar jogos novos, roupa nova, etc. É muito bom. No entanto, nada disso é, de verdade, meu. A minha esposa, a minha filha, dizemos. Elas não são nossas. São delas mesmo.
Estudando estoicismo, aprendi que a única coisa que podemos controlar, porque nem o nosso corpo, físico, é nosso, são as nossas atitudes. Mas serão elas nossas? O cérebro atira-nos pensamentos aleatórios, durante o dia. Dezenas, milhares deles. Cabe-nos a nós decidir a quais damos atenção. Mas como decidimos isso? Não é com o mesmo cérebro? Será isso nosso?
Quando me preparo para dormir, a minha mente decide meditar nestes temas. O que possuímos, de verdade verdadinha, nesta vida?
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