Manual de Cidadania
Muito se fala em cidadania, nos dias de hoje. Vou ensinar-vos o que é.
Ser um bom cidadão não é ser politicamente correto. Que se lixe o politicamente correto. Não é fazer, ser, ou ter o que os outros acham que devemos. Ser bom cidadão é respeito.
A cidadania funciona quando aprendemos a respeitar o outro. Ser um bom cidadão é saber respeitar as decisões e ações do outro, mesmo que não concordemos com elas. Um exemplo, não acredito em nenhum Deus e acho a religião uma parvoíce. Acreditar que uma entidade que não existe vai ajudar na nossa vida é só ridículo. Ainda assim, respeito os crentes. Estão no seu direito e não é meu dever dizer a ninguém no que devem ou não acreditar.
Da mesma forma, ser bom cidadão não é defender os LGBTQ (já são demasiadas letras, para me manter a par), é defendê-los, sim, mas a todos os outros seres humanos também, independentemente da sua orientação sexual.
Ser bom cidadão não é propagandear a luta contra as alterações climáticas, quando a revolução elétrica começa a matar demasiadas crianças na mineração de metais raros para as baterias "verdes".
Não vou tocar na questão racismo, mas percebem qual o meu ponto de vista.
Ser bom cidadão é gritar "LADRÃO", quando alguém está a roubar, mesmo que seja o nosso irmão.
Ser bom cidadão é defender a liberdade de cada um (expressão, movimento, pensamento), mesmo que essa liberdade interfira com a minha, para evitar totalitarismos e radicalismos exarcebados.
É não exigir ao outro o sacrifício que eu quero fazer. Mais um exemplo. Eu acredito no trabalho, árduo. Não concordo com subsídios e ajudas a quem não merece. Quem deles vive, para mim é um parasita. No entanto, a lei assim o permite e não vou ser eu a acabar com isso, ou a dizer-lhes que não o devem fazer.
Hoje em dia, ser bom cidadão é um ato vazio, sem valores. É mais parecer bom cidadão do que sê-lo realmente. É ser correto nas "redes", para os "amigos" acharem que temos valores.
Como disse no início, um manual de boa cidadania tem que começar com a palavra respeito. Enquanto não aprendermos a respeitar as diferenças que todos temos, nunca vamos ser cidadãos.
Não escrevo factos, escrevo opiniões e elas valem o que valem. Não muito.
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