Do Valor das Palavras
Hoje usam-se palavras como arma de arremesso, sem qualquer consideração por elas.
Muito graças às redes sociais e à comunicação social, vulgarizou-se toda uma panóplia de novos insultos. Sim, porque o povinho usa os termos como insulto.
Por exemplo o termo "facho". Se não apoias algo de esquerda, automaticamente és de direita, logo, fascista. O termo fascismo, segundo o dicionário é: nome masculino;
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Não sou de direita ou de esquerda, não tenho cor política. No entanto, gosto de história e a história diz-me que os pólos se tocam. Tanto de um lado como do outro, fascistas ou comunistas, a tendência para o excesso de autoritarismo e controlo ditatorial está sempre presente. Se te sentes ofendido por te chamarem fascista, devias sentir também por te chamarem "comuna", ou soviético. As palavras são o que são.
Como este exemplo, nos tempos que vivemos, muitos outros termos têm sido usados como denegridores da imagem das pessoas. E o problema nem é o uso que lhes dão, é essas pessoas levarem a peito. Aceitam-nos como rótulos e sentem-se atacadas por essas palavras. Por acharem que não estão a pertencer à sociedade, talvez.
Os negacionistas, que apesar de não negarem nada, são assim chamados por defenderem outras visões. Os anti-vaxx, que apesar de terem todas do plano nacional em dia, estão a adotar uma posição racional e a acessar o risco pessoal que preferem correr. Racistas, misóginos, homofóbicos... São tantos, que já nem os consigo contar.
Por norma não sou de rótulos, não me identifico com nada destas coisas. Sou pelos direitos e liberdades do homem, como, creio, já tinha escrito. Se me chamam alguma coisa, digo: "sou, sim senhor"; e sigo a minha vida.
A comunicação social e as redes banalizaram o uso de termos corriqueiros como insultos e são, hoje, mais ofensivos que os que eu conhecia. Sou sincero, acho que um "filho da puta", ou um "vai para o caralho" funcionam melhor.
Não se deixem levar pela guerra.
Não escrevo factos, só opiniões.
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