Mulheres


É um facto consumado. O facto de ser um mulherengo é um facto consumado. Adoro mulheres. Não ando por aí com esta e com aquela, não traio a minha "mais que tudo". Mas, no fundo, sou um mulherengo. As senhoras dirão: "És homem e os homens são todos mulherengos.". Talvez sejamos todos, mas eu só conheço a minha realidade. E eu adoro mulheres. Mais novas que eu, mais velhas que eu. Mulheres. Bonitas, sensuais. Sou um mulherengo.

Uma mulher bem vestida e aprumada, que passe por mim na rua, provoca um virar de cabeça. Um prolongado olhar, para tirar todas as medidas. Pode ser uma miúda da escola que, hoje em dia, já só conseguimos dizer que são de menor idade por feições do rosto, apenas de algumas, ou pela mochila que levam às costas. Pode ser uma senhora. Mãe de filhos, casada, mas que cuida de si, que gosta do seu corpo e leva o seu tempo a decidir o que vestir. No fundo, na nossa natureza, sexualmente, todos somos bissexuais, mas eu gosto mesmo é de mulheres. Perco-me em suas curvas. Distraio-me com olhares. Observo da cabeça aos pés e hipnotizo-me com a sua beleza.

É um facto consumado. Sou um mulherengo e é um facto consumado. Amo quem devo amar, mas olho para a restante mercadoria. Ninguém vai ao supermercado sem ver toda a oferta. Compramos só o que necessitamos. Por vezes, na maior parte das vezes, compramos também o que não necessitamos. Mas trazemos sempre o que é mais importante. Como quem vai ao supermercado, eu usufruo só do que é mais importante, a minha "vida", mas atento também ao que mais há nas prateleiras. E, que belas prateleiras. Sou um mulherengo. Adoro mulheres.

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