Mais do Mesmo

Já escrevi sobre isto mais do que uma vez, mas vou voltar a fazê-lo.

Há anos que lido com depressões, negativismo, pânico, stress, ansiedade. Anos. Cresci a ver a minha mãe sempre cheia de medos, preocupada, etc. Uma grande amiga e segunda mãe cheia de ansiedade. A minha esposa lutou, e luta, contra a depressão clínica há anos. O meu cunhado. E eu próprio, lido com estas coisas. Mas há quem não entenda. Nem mesmo os psiquiatras, que tratam este tipo de problema, não entendem. Ninguém sabe o que se passa cá dentro. 

Sei o quão difícil é sair da cama sem querer. Ou o quão preocupante é acordar todos os dias e pensar que não pertenço neste mundo, que a vida não é para mim, com centenas de formas de acabar com o "sofrimento".

Por isso mesmo, sei o quão valioso é um sorriso espontâneo. Ler algo e rir. Ver um vídeo e rir. Esse pequeno sorriso, na vida de alguém que sofre, nem que seja uma tristeza passageira, é muito importante. Pelo menos, para mim é.

É por esse motivo que me viro para a comédia. E não é de agora. Lembro-me de, em criança, nos momentos mais difíceis, dizer piadas, para fazer rir os outros e aliviar a tensão. Quando alguém falecia, quando as coisas ficavam complicadas, eu refugiava-me no humor. Sempre fui assim e não vou mudar.

Escrevo, mais para mim do que para os outros, para me lembrar de coisas, para fazer outras coisas. Mas escrevo de paixão, porque adoro escrever. E adoro escrever piadas. Não me importa, minimamente, o que pensam de mim, ou o que dizem. Uns gostam, outros não. Agradamos a uns agora, agradamos a outros depois. Se fosse ligar a isso, já tinha parado de escrever há muito.

Assim, se me chamam louco, maluco, tolinho, - não conheço ninguém, à face deste planeta, que seja são - eu não quero saber. Sei o quão importante é um pouco de alegria, nos dias de caca, e se conseguir fazer uma pessoa sorrir, nem que seja eu mesmo, já ganhei o dia.

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