Efémero
Repito-me várias vezes. Sei que já escrevi sobre isto, mas vou voltar a fazê-lo.
Vivemos, todos, na ânsia da chegada de um determinado momento. Ou uma encomenda que tarda a chegar, o dia do nosso casamento, as férias, uma viagem há muito esperada. Todos, sem excepção, passamos a vida a desejar que chegue. O quê? Muitas vezes nem sabemos muito bem.
Lembro-me de, há uns anos, estar ansioso com a partida para a República Dominicana, onde passei a lua-de-mel e me casei - sim, a lua-de-mel foi antes. Desejoso que chegasse o dia. Quando ele chegou... passou tão depressa que não vi. Hoje, ficam as fotos, porque nem as memórias são de fiar.
Vivemos com os olhos postos no futuro. A desejar que os momentos cheguem e aconteçam e depois, esses momentos, parecem nem durar um segundo. Onde estão as férias? O casamento passou a correr. Os filhos já estão casados. Todos os momentos, nesta vida, são efémeros. Parecem, porque é uma ilusão, passar depressa demais.
Agora, entram os puristas de "viver no momento". Sou grande apologista de viver no momento. De tentar estar totalmente focado no que estou a vivenciar, agora. No entanto, mesmo isso é uma ilusão. A ciência prova-o. Tanto a neurologia, como a física provam isso mesmo. O nosso cérebro dá-nos uma imagem de algo que já passou. Quando vemos um carro passar, a verdade é que ele passou uns segundos antes. A velocidade da luz é tão grande que o cérebro demora uns segundos a processar a informação e devolvê-la para a consciência. Daí que, afinal, parece que vivemos no passado.
Como vivemos, afinal? Há algum truque para apreciar estas coisas, sem que passem tão depressa? Eu tento. Aprecio todos os momentos, como se fossem os últimos. Faço por estar presente e gozar a situação. Mesmo assim, fogem-me por entre os dedos. Mas a vida é mesmo assim. Resta-nos viver.
Vivemos, todos, na ânsia da chegada de um determinado momento. Ou uma encomenda que tarda a chegar, o dia do nosso casamento, as férias, uma viagem há muito esperada. Todos, sem excepção, passamos a vida a desejar que chegue. O quê? Muitas vezes nem sabemos muito bem.
Lembro-me de, há uns anos, estar ansioso com a partida para a República Dominicana, onde passei a lua-de-mel e me casei - sim, a lua-de-mel foi antes. Desejoso que chegasse o dia. Quando ele chegou... passou tão depressa que não vi. Hoje, ficam as fotos, porque nem as memórias são de fiar.
Vivemos com os olhos postos no futuro. A desejar que os momentos cheguem e aconteçam e depois, esses momentos, parecem nem durar um segundo. Onde estão as férias? O casamento passou a correr. Os filhos já estão casados. Todos os momentos, nesta vida, são efémeros. Parecem, porque é uma ilusão, passar depressa demais.
Agora, entram os puristas de "viver no momento". Sou grande apologista de viver no momento. De tentar estar totalmente focado no que estou a vivenciar, agora. No entanto, mesmo isso é uma ilusão. A ciência prova-o. Tanto a neurologia, como a física provam isso mesmo. O nosso cérebro dá-nos uma imagem de algo que já passou. Quando vemos um carro passar, a verdade é que ele passou uns segundos antes. A velocidade da luz é tão grande que o cérebro demora uns segundos a processar a informação e devolvê-la para a consciência. Daí que, afinal, parece que vivemos no passado.
Como vivemos, afinal? Há algum truque para apreciar estas coisas, sem que passem tão depressa? Eu tento. Aprecio todos os momentos, como se fossem os últimos. Faço por estar presente e gozar a situação. Mesmo assim, fogem-me por entre os dedos. Mas a vida é mesmo assim. Resta-nos viver.
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