Pisei Cocó de Cão

Quem me conhece sabe que adoro animais. Sou um ávido defensor dos seus direitos e trato o meu cão como trato a minha filha. Para mim, o Ozzy é o meu "mais velho". Sou completamente a favor da liberdade dos bichos, mas controlada. Pelo menos no que toca às mascotes - prefiro este termo, a animal de estimação.

Já tive vários cães, gatos, pássaros, peixes e outros animais de companhia. Sempre procurei que tivessem a melhor vida possível. Que nunca lhes faltasse comida, água, sol e, acima de tudo, carinho - sim, mesmo os peixes têm carinho. No entanto, há regras, que devem ser cumpridas, quando vivemos em sociedade.

Nos últimos seis meses, o meu cão foi atacado duas vezes, por cães de pessoas incompetentes e sem respeito. Ok, o meu cão também é um pouco besta, como o dono, e desafia os outros, a ver se leva uma chapada. Só que o meu, vai de trela e eu controlo-o. Os outros, cinco em particular, andam sem trela e ninguém tem mão neles. O Ozzy não foi o único caso. A cadela que o atacou já o fez a mais dois cães. Ainda assim, estas duas pessoas idóneas, continuam a passear os seus pastores alemães sem trela. Eu tive um Fila de São Miguel, educado, ensinado e respeitador, que nunca andou na rua sem trela. Porque sei que tem instintos e à primeira oportunidade sai disparado e nunca mais o apanho.

Esta coisa da trela não se prende só com o facto de poderem atacar outros cães. Há pessoas que têm pavor de cães, que não gostam de animais, ou que tenham crianças pequenas e, já vimos, isso pode correr muito mal. A trela é um mal necessário. Nalguns casos, que nada têm que ver com raças - os cães, como as pessoas, têm personalidades diferentes, independentemente da raça, que moldam o seu comportamento - o açaime. Não gosto, mas é necessário usar estes utensílios, por respeito e "simpatia" com os restantes membros da sociedade.

Outra coisa que é necessário, quando se passeia o "canito", é um saco, para apanhar os cocós. Nunca saio de casa sem um. Não sou perfeito, jardins e campos precisam de fertilizante, portanto na maior parte dos casos fica lá. Mas na rua, no passeio, à porta dos outros, nunca deixo um cocó por apanhar. Mas há pessoas que insistem em passear o cão e deixam-no fazer o que quer, sem se dar ao trabalho de apanhar. Ainda ontem, a chegar a casa dos meus pais, um vizinho deixou que o seu bichinho fizesse o "serviço" mesmo em cima da rampa de acesso ao nosso portão. Foi limpar, porque nos viu chegar, senão, sei que a referida pessoa ia deixar lá ficar o "presente". Sei que é biodegradável, mas pisem um, do vosso companheiro ou não, e depois defendam a biodegradabilidade do dito cujo.

Um texto comprido, que precisava escrever. É mais um desabafo que outra coisa. Os donos são responsáveis pelos seus bichos e vejo cada vez menos respeito e civismo da parte dos Homens. Deixa-me triste.

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