Mais um dos Mistérios da Vida

Hoje estou endiabrado e vou a caminho da segunda actualização aqui da casa. E vou fazer algo que nunca fiz. Vou dedicar um texto aos palavrões, sem escrever um que seja. E porquê palavrões outra vez? Porque sim.

Primeiro, não entendo porque lhes chamam palavrões, uma vez que a grande maioria destas palavras são bem pequenas. À exceção daquela que começa por C e termina em alho, as restantes têm entre 4 e 5 letras apenas. Se assim é, deviam chamar-lhes palavrinhas e não palavrões.

Segundo, não sei porque há tanto tabu em relação a tais exemplos da nossa linguagem. São palavras como as outras e vêm explícitas nos dicionários. Dicionários estes que são utilizados em todas as escolas deste país. Basta a jovem criancinha abrir o dicionário na letra F e encontra facilmente o primeiro dos renegados. Tanto em forma de verbo, como em forma de adjectivo. Se está lá explicado, se existe como adjectivo, então pode ser utilizado livremente. Quem diz que uma criança não vai usar tal coisa numa composição livre? E porque não usá-lo? Está no dicionário. Faz-me muito mais confusão fazer uso de palavras como eyeliner, ou franchising, uma vez que não são nossas. Aquilo a que chamamos palavrões é. É nosso por direito, faz parte da nossa língua há séculos e parte da nossa cultura.

Por isso, este é para mim mais um dos mistérios da vida. Não entendo porquê tamanha descriminação aos pobres seres inanimados da nossa história.

E, cá está, pela primeira vez escrevi um texto dedicado aos palavrões sem escrever um único palavrão. Fiquem contentes por mim.

Cumprimentos.

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