Será Que o Dinheiro Existe? – Solução Para a “Crise”

Eu, como já disse várias vezes, não acredito na crise. Não acredito porque sei que o dinheiro, em si, não se gasta, não desaparece. O dinheiro, simplesmente, circula e não pára. As notas e moedas não se materializam. Daí que não sou um crente desta coisa da crise. Eu sei que não posso, nem quero, mudar a vossa maneira de ver o mundo, mas tenho a minha opinião e peço-vos que fiquem comigo por uns instantes.

Há uns séculos atrás, se alguns de vocês se lembram, esta coisa do dinheiro não existia. Trocavam-se alimentos por trabalho e vice-versa. Queria-mos pão, tínhamos de trocar o milho por couves, ou outra coisa qualquer. Toda a gente tinha algo que o outro precisava. As casas construíam-se na mesma, a vida fazia-se sem problemas. Um dia, alguém teve a ideia de fundir um pedaço de metal e dizer que aquilo era a moeda de troca. Deixámos de ser íntegros e passámos a ser capitalistas. A viver focados num pedaço de papel ou de cobre que, se não fosse por esse valor fictício, nada vale. Toda a gente vive focada no dinheiro, no poder monetário, com a cabeça naquilo que, na realidade, nem sequer existe. Foi uma invenção do homem e foi, talvez, a pior de todas. Se acham que os vossos dirigentes e superiores estão preocupados com o mesmo que vocês desenganem-se. Esta coisa da crise é para nos fazer querer mais dinheiro ainda e para eles terem uma boa desculpa para não vos aumentar, para reduzir salários e para despedirem pesos mortos (ainda que estes estejam velhos demais para encontrar novo trabalho e velhos demais para a reforma). Não passa de uma utopia em que todos nós caímos.

Por isso, acredito que a solução para sairmos desta suposta crise é começarmos a fazer as coisas por nós próprios. E tentarmos começar a trocar serviços por outro tipo de artigos com valor. Em vez de irmos desesperadamente vender o nosso ouro e posses, porque não aproveita-los para pagar alguma dívida, ou umas obras que seja preciso fazer em casa? Ia-mos vende-los de qualquer maneira, ao menos trocamos por algo de valor para nós também. Quando um vizinho pede um pouco de arroz, fica a dever-nos um favor. Porque não trocar uma lâmpada? São pequenos passos, mas que têm grande valor. Ajudando-nos uns aos outros deixamos a crise de lado e fazemos com que os governos, e os senhores detentores do poder económico, vejam que não precisamos assim tanto de dinheiro como eles precisam de nós. É claro que não podemos ir ao supermercado regatear o preço dos produtos e, por isso, temos de continuar a trabalhar e a ganhar o tão precioso papel (nunca vi papel ter tamanha importância). Mas entre nós, seres humanos, este tipo de comportamento ajuda-nos a poupar.

Lembrem-se, a Reserva Federal Americana é uma empresa privada que controla a economia daquele que era o país mais poderoso do mundo, ou, até mesmo, do mundo inteiro (e eu acho que é mais isto). Neste momento eles só querem que o dólar volte a ser a moeda mais forte e não vão reabrir os cordões às bolsas enquanto o Euro não descer e perder o estatuto que possui hoje em dia. Mais vale negociarmos entre nós e deixa-los ser pobrezinhos à maneira deles. Seremos muito mais ricos se nos tivermos uns aos outros do que se tivermos pedaços de papel na carteira.
Cumprimentos.

P.S.: Isto é só a minha maneira de pensar. Por nada neste mundo quero mudar mentes, ou ser um profeta.

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