O Pincipezinho
É uma vergonha, eu sei, mas só ontem li, pela primeira vez na minha vida, esta obra. Antoine de Saint-Exupery escreveu uma obra-de-arte. Uma filosofia de vida.
O que eu não entendo é como há tanta gente a ler esta obra, mítica, e não entende uma palavra que lá está escrita. Quando, na história, perdemos o contacto com a nossa criança exterior? Quando deixamos de ter imaginação para entender que uma simples caixa é, nada mais, nada menos, que o "invólucro" que guarda uma pequena ovelha? Porque raio perdemos o contacto com o coração e começamos a usar, somente, a razão? Porque nos damos ao cinzentismo? Porque carga de água passou um merda de uma nota a valer mais que uma rosa? Não serão as coisas da Natureza mais importantes e valiosas? Porque deixamos de dar importância ao que realmente interessa? Não entendo.
O Principezinho tinha toda a razão: "As pessoas grandes são estranhissimas.". Fazem com que crianças de 6 anos desistem do sonho de serem pintores. Destroem, antes mesmo de nascer, os sonhos do próximo. Colocam-nos na caixa. "Não faças isso.". "Não vás para aí.". "Que ideia mais absurda.". É o que ouvimos enquanto crescemos. Bloqueiam-nos a imaginação e depois não sabemos como resolver problemas. Impõem-nos os sonhos deles, para que sejamos nós a vive-los. Mas para quê se não são os nossos? Não era suposto quererem que sejamos felizes? Vivem num mundo cinzento, pesado, em que a vida, em vez de festa, celebração e felicidade, é um fardo que carregam, dia após dias.
Pois, eu digo: nasci e morrerei criança. Ouça, quase todos os dias que sou infantil, que sou um menino, que pareço uma criança. Tudo em tom pejorativo. Não entendem porque penso como penso. Porque ajo como ajo. Porque prefiro viver assim. Não fazem um esforço para aceitarem quem sou. Eu estou numa viagem. De descoberta, numa fase em que procuro aceitar tudo e todos. Com os seu defeitos e feitios. As suas qualidades. Sem juízos. Numa viagem de auto-descoberta, para saber, a 100%, quem eu sou, o que quero e para onde vou. Vivo sem preocupações, sem exaltações, sem medo, sem futuro apenas presente. Mas vivo, ao contrário da maior parte da população da Terra, num mundo cheio de cor. Num mundo em que o verde do dinheiro é a menos importante de todas elas. Num mundo de imaginação, alegria e paz. Pode ser o meu mundo. Posso ser criança, gostar de joguinhos e bonequinhos. Posso ser infantil, não me querer preocupar com economias e coisas dessa família. Posso ser menino. Mas sou feliz. Todos os dias da minha vida. E, por viver assim, cresci. Conheci, pela primeira vez, os meus sentimentos. Corri riscos. Fiz o que nunca tinha feito. E é este o caminho que vou continuar a seguir. Contra tudo e contra todos.
E acho que chega, que este blogue está a ficar muito sentimental e sério. Espero que tenham gostado. Adorei o livro e só tenho pena de não o ter lido mais cedo.
O que eu não entendo é como há tanta gente a ler esta obra, mítica, e não entende uma palavra que lá está escrita. Quando, na história, perdemos o contacto com a nossa criança exterior? Quando deixamos de ter imaginação para entender que uma simples caixa é, nada mais, nada menos, que o "invólucro" que guarda uma pequena ovelha? Porque raio perdemos o contacto com o coração e começamos a usar, somente, a razão? Porque nos damos ao cinzentismo? Porque carga de água passou um merda de uma nota a valer mais que uma rosa? Não serão as coisas da Natureza mais importantes e valiosas? Porque deixamos de dar importância ao que realmente interessa? Não entendo.
O Principezinho tinha toda a razão: "As pessoas grandes são estranhissimas.". Fazem com que crianças de 6 anos desistem do sonho de serem pintores. Destroem, antes mesmo de nascer, os sonhos do próximo. Colocam-nos na caixa. "Não faças isso.". "Não vás para aí.". "Que ideia mais absurda.". É o que ouvimos enquanto crescemos. Bloqueiam-nos a imaginação e depois não sabemos como resolver problemas. Impõem-nos os sonhos deles, para que sejamos nós a vive-los. Mas para quê se não são os nossos? Não era suposto quererem que sejamos felizes? Vivem num mundo cinzento, pesado, em que a vida, em vez de festa, celebração e felicidade, é um fardo que carregam, dia após dias.
Pois, eu digo: nasci e morrerei criança. Ouça, quase todos os dias que sou infantil, que sou um menino, que pareço uma criança. Tudo em tom pejorativo. Não entendem porque penso como penso. Porque ajo como ajo. Porque prefiro viver assim. Não fazem um esforço para aceitarem quem sou. Eu estou numa viagem. De descoberta, numa fase em que procuro aceitar tudo e todos. Com os seu defeitos e feitios. As suas qualidades. Sem juízos. Numa viagem de auto-descoberta, para saber, a 100%, quem eu sou, o que quero e para onde vou. Vivo sem preocupações, sem exaltações, sem medo, sem futuro apenas presente. Mas vivo, ao contrário da maior parte da população da Terra, num mundo cheio de cor. Num mundo em que o verde do dinheiro é a menos importante de todas elas. Num mundo de imaginação, alegria e paz. Pode ser o meu mundo. Posso ser criança, gostar de joguinhos e bonequinhos. Posso ser infantil, não me querer preocupar com economias e coisas dessa família. Posso ser menino. Mas sou feliz. Todos os dias da minha vida. E, por viver assim, cresci. Conheci, pela primeira vez, os meus sentimentos. Corri riscos. Fiz o que nunca tinha feito. E é este o caminho que vou continuar a seguir. Contra tudo e contra todos.
E acho que chega, que este blogue está a ficar muito sentimental e sério. Espero que tenham gostado. Adorei o livro e só tenho pena de não o ter lido mais cedo.
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