Ser ou Não Ser

Inspirado pelo programa Prova Oral, da Antena 3, decidi escrever este texto. Texto que é dedicado à sexualidade, mas num tom mais sério. Todos os que me são mais próximos (e não são muitos) sabem que sou um interessado no tema do sexo. Leio tudo o que posso. Vejo tudo o que posso. Estudo o tema o mais fundo que posso. Adoro... Então, cá vai.

Estou um pouco cansado destes rótulos sexuais que nos colocaram. Homossexualidade, heterossexualidade, bissexualidade, poligamia, monogamia, etc. Tudo conceitos criados pelo ser humano. Alguns criados pela Igreja, num tampo longínquo.

O ser humano é, como todas as outras espécies, um animal. Logo, por natureza, somos poligâmicos (nunca soube escrever isto) e bissexuais. Não se sintam insultados. Não é essa a intenção. Passarei a explicar.

Os cães, os gatos e, antes que falem neles, os patos, os melros e as araras (tudo animais que se pensavam ser monogâmicos e que acasalavam para a vida, algo que a ciência já provou não ser verdade) são poligâmicos e bissexuais. Todos os animais são. Incluindo o Homem. É a nossa natureza. Faz parte do nosso ser.

Eu não acredito em nenhum destes termos. Acredito em amor e em paixão. E, uma coisa que sei, é que ninguém escolhe por quem se apaixona. Logo, ninguém pode dizer que nunca se vai apaixonar por alguém do mesmo sexo. O amor e a paixão são sentimentos que nutrimos por outros seres humanos e, ainda que muitos os neguem e não queiram admitir essa possibilidade, senti-los por um ser do mesmo sexo que nós, sem que isso faça de nós homossexuais, ou outra coisa qualquer. Os últimos números apontam para que 80% da população mundial seja bissexual.

Quanto aos sermos mono ou poligâmicos, tudo tem que ver com sexo. Ainda que o amor (não o amor pelos nosso pais, ou irmãos, mas o amor de apaixonado) não exista sem sexo, pois sem sexo esfria e pode morrer, o sexo existe sem amor. É uma necessidade biológica, como outra qualquer. Quando queremos urinar urinamos, porque é que quando queremos fazer sexo não o fazemos? Há quem tem a sorte de o ter disponível em casa, quando quer e necessita. Mas há quem não tenha essa sorte e tenha de responder aos impulsos fora de casa. Há que, de uma vez por todas, aprender a separar amor e sexo. Para que, de uma vez por todas, acabemos com o "síndrome da traição". São coisas distintas que vivem separadas, ou de mãos dadas e uma não implica a outra. E ter um ou mais parceiros, como já disse mais do que uma vez é um ato da nossa natureza e não deve ser reprimido.

Quanto a ser homossexual, hetero, ou bi, digo apenas que já tive a minha quota de experiências na vida e sei o que me atrai ou não. No que toca à minha monogamia, digo que tenho em casa tudo o que podia procurar fora. Mas acredito, piamente, que somos animais como os outros, que seguimos instintos biológicos e que devemos fazer o que o nosso coração/a nossa razão/a nossa voz interna nos diz.

P.S.: O texto foi inscrito por impulso (lá está, seguir a inspiração do momento) e à pressa. Perdoem-me as possíveis falhas.

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