O Que Vai Na Cabeça das Pessoas/What's on People's Minds
Um dos meus maiores desejos era perceber o mundo. Tudo o que se passa neste belo planeta. E, ultimamente, tem crescido em mim um desejo de estudar psicologia. E, mais ainda, desde que passo a maior parte dos meus dias em Vila das Aves. Isto, porque adorava perceber o comportamento das outras pessoas. O que lhes passa na cabeça. O que as leva a fazer certas e determinadas coisas. Mas não compreendo, ainda, todo o funcionamento terrestre.
Quando vou às compras, ou somente passear a um centro comercial/rua comercial, reparo nas lojas que abrem e, nos dias que correm, nas que fecham. Vejo as montras. Se me interessa entro, cumprimento as/os empregadas/os. Compro, ou saio, conforme a vontade. Se não me interessa, sigo viagem. Algo normal para grande parte de nós, pessoas educadas. Aqui, neste meio pequeno, as normas sociais devem ser um pouco diferentes. As pessoas apercebem-se do espaço comercial e, de rompante e sem aviso, metem a cabeça para espreitar e nem um boa tarde proferem, antes de fugirem à mesma velocidade que entraram. Sem pedir licença e, como diz o ditado, "sem dar cavaco às tropas". O que passa pela cabeça destas pessoas? Não quero obriga-las a comprar seja o que for. Só peço um pouco de civismo e boa educação. Até os romenos que vêm cá roubar-me o pouco que vendo são mais simpáticos. Antes de me chatearem para levarem uns trocos e de me insultarem numa língua morta (para quem não sabe, os romenos falam latim, ou uma versão 2.0), cumprimentam. E, antes de saírem, ainda dizem que Deus me ajuda. Os habitantes das Aves, não dizem nada, ou queixam-se do preço, sem o ter perguntado, sequer.
É um meio pequeno, em que o progresso resiste a entrar. O Porto é uma cidade gigante, moderna e cheia de coisas que nunca viram (isto é-me dito pelas gentes daqui). A Póvoa de Varzim, terra que visito amiúde (ainda a semana passada lá estive) é distante e terra de férias para os mais abastados, só os ricos lá vão (não devem ter a noção de que a Póvoa e colada a Vila do Conde que é mesmo aqui ao lado). Os palavrões são debitados à velocidade de 100Gb/m, já funcionam em 4G. E a quantidade de toxicodependentes per capita é enorme. Parece a minha cidade no início dos anos 90. Gostava de entender porque demora a evolução da espécie a chegar a estas pequenas terras lusitanas.
It's a really small enviroment, where progress resists to enter. I would love to understand why evolution takes so long to reach these small spaces.
Quando vou às compras, ou somente passear a um centro comercial/rua comercial, reparo nas lojas que abrem e, nos dias que correm, nas que fecham. Vejo as montras. Se me interessa entro, cumprimento as/os empregadas/os. Compro, ou saio, conforme a vontade. Se não me interessa, sigo viagem. Algo normal para grande parte de nós, pessoas educadas. Aqui, neste meio pequeno, as normas sociais devem ser um pouco diferentes. As pessoas apercebem-se do espaço comercial e, de rompante e sem aviso, metem a cabeça para espreitar e nem um boa tarde proferem, antes de fugirem à mesma velocidade que entraram. Sem pedir licença e, como diz o ditado, "sem dar cavaco às tropas". O que passa pela cabeça destas pessoas? Não quero obriga-las a comprar seja o que for. Só peço um pouco de civismo e boa educação. Até os romenos que vêm cá roubar-me o pouco que vendo são mais simpáticos. Antes de me chatearem para levarem uns trocos e de me insultarem numa língua morta (para quem não sabe, os romenos falam latim, ou uma versão 2.0), cumprimentam. E, antes de saírem, ainda dizem que Deus me ajuda. Os habitantes das Aves, não dizem nada, ou queixam-se do preço, sem o ter perguntado, sequer.
É um meio pequeno, em que o progresso resiste a entrar. O Porto é uma cidade gigante, moderna e cheia de coisas que nunca viram (isto é-me dito pelas gentes daqui). A Póvoa de Varzim, terra que visito amiúde (ainda a semana passada lá estive) é distante e terra de férias para os mais abastados, só os ricos lá vão (não devem ter a noção de que a Póvoa e colada a Vila do Conde que é mesmo aqui ao lado). Os palavrões são debitados à velocidade de 100Gb/m, já funcionam em 4G. E a quantidade de toxicodependentes per capita é enorme. Parece a minha cidade no início dos anos 90. Gostava de entender porque demora a evolução da espécie a chegar a estas pequenas terras lusitanas.
One of my wishes is to understand the world. Understand all that goes on on this beautiful planet. And lately I have a growing desire to study psychology. Even more since most of my days are spent in a small town of the north of Portugal. I would love to comprehend other people behaviours. What goes in their minds. What makes them do what they do. But I don't quite get it.
When I go shopping, I notice all the stores. The new ones and, lately, the ones that were closed. I check the show windows and, if it interests me, I enter. I say hello to the clercks and I buy, or not, if I want to. Something that is normal for polite people. But here, in this small town, it seems that the education rules are a little different. People notice my a store and they rush to stick their heads inside it. They take a quick look inside and leave as fast as they came in. Without saying hello neither goodbye. What the hell is wrong with these people? I don't want them to buy nothing from me if they don't want to, but at least they could greet me. Even romanian gipsies say good afternoon before they steal the few money I made. This town inhabitants say nothing, or complain about the prices, which they don't know because they didn't even bothered ask for them.
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