Do Avesso
Por decisão, deixei de ver, ler, ou ouvir notícias. Há toda uma alegria que advém da ignorância. E prefiro ser um pouco mais feliz, a estar mais bem informado.
Ontem, no entanto, por desporto, peguei no jornal, só para ler os títulos. Deparo-me com uma notícia, que, apesar de estar impressa na edição de ontem, já não é nova. Um assaltante colocou o dono do local que assaltou em tribunal. Já no ano passado, se não estou em erro, um outro meliante, noutra zona do país, tinha feito o mesmo. E ganhou o caso. Que país é este, em que uma pessoa é roubada e não se pode defender?
A história, contava o jornal, é a seguinte: um grupo de gatunos decidiu assaltar uma sucata; ao chegarem ao local depararam-se com algumas armadilhas; o protagonista da história acabou por levar uma chumbada. Pelos vistos, a referida sucata estava armadilhada e uma dessas armadilhas seria uma caçadeira, que era ativada por um puxão num cabo elétrico. O ladrão, afirma o próprio, conseguiu entrar facilmente, no local, mas reparou que não havia nada que lhe interessasse e decidiu sair. Ao tentar sair agarrou-se a um fio e puxou o gatilho da caçadeira, sendo atingido pelo projétil. Ora, ele admitiu que estava, de facto, a roubar. Estava, portanto, dentro de propriedade alheia, com intenção de cometer ato criminoso. Que país é este, em que não podemos proteger os nossos bens e em que os meliantes, confessos, têm mais direitos que as vítimas?
Refere, ainda, a notícia, uma vez mais citando o autor do roubo, que este era um toxicodependente, na altura do furto, e que, depois de reabilitado, se queixa de não conseguir trabalho por causa do disparo. Não sou, de todo, a favor da violência, mas sou muito menos a favor da defesa de criminosos, drogados e burlões. E, como vítima de assaltos, que já fui, sou defensor do direito à defesa pessoal. Uma vez que as autoridades competentes nada fazem, então façamos nós. Agora, respondam-me, que país é este, em que um ladrão, criminoso, drogado (que não deve, NUNCA, ser tratado como um doente, porque não o é, mas isso é história para outras escritas), pode levar a tribunal alguém que zelava pelo seu património?
Eu deixei de ver notícias, por vontade própria. Não o faço, a não ser que não o possa evitar. Mas, quando o faço, ainda me chocam as coisas parvas que se fazem no meu amado Portugal. E, digo-o a pulmões cheios, este país é uma anedota.
Ontem, no entanto, por desporto, peguei no jornal, só para ler os títulos. Deparo-me com uma notícia, que, apesar de estar impressa na edição de ontem, já não é nova. Um assaltante colocou o dono do local que assaltou em tribunal. Já no ano passado, se não estou em erro, um outro meliante, noutra zona do país, tinha feito o mesmo. E ganhou o caso. Que país é este, em que uma pessoa é roubada e não se pode defender?
A história, contava o jornal, é a seguinte: um grupo de gatunos decidiu assaltar uma sucata; ao chegarem ao local depararam-se com algumas armadilhas; o protagonista da história acabou por levar uma chumbada. Pelos vistos, a referida sucata estava armadilhada e uma dessas armadilhas seria uma caçadeira, que era ativada por um puxão num cabo elétrico. O ladrão, afirma o próprio, conseguiu entrar facilmente, no local, mas reparou que não havia nada que lhe interessasse e decidiu sair. Ao tentar sair agarrou-se a um fio e puxou o gatilho da caçadeira, sendo atingido pelo projétil. Ora, ele admitiu que estava, de facto, a roubar. Estava, portanto, dentro de propriedade alheia, com intenção de cometer ato criminoso. Que país é este, em que não podemos proteger os nossos bens e em que os meliantes, confessos, têm mais direitos que as vítimas?
Refere, ainda, a notícia, uma vez mais citando o autor do roubo, que este era um toxicodependente, na altura do furto, e que, depois de reabilitado, se queixa de não conseguir trabalho por causa do disparo. Não sou, de todo, a favor da violência, mas sou muito menos a favor da defesa de criminosos, drogados e burlões. E, como vítima de assaltos, que já fui, sou defensor do direito à defesa pessoal. Uma vez que as autoridades competentes nada fazem, então façamos nós. Agora, respondam-me, que país é este, em que um ladrão, criminoso, drogado (que não deve, NUNCA, ser tratado como um doente, porque não o é, mas isso é história para outras escritas), pode levar a tribunal alguém que zelava pelo seu património?
Eu deixei de ver notícias, por vontade própria. Não o faço, a não ser que não o possa evitar. Mas, quando o faço, ainda me chocam as coisas parvas que se fazem no meu amado Portugal. E, digo-o a pulmões cheios, este país é uma anedota.
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