Dos Sonhos (Daqueles Que Temos a Dormir)



Toda a gente sonha. Umas vezes lembramo-nos do que sonhamos, outras nem por isso. Uns têm sonhos mais estranhos do que outros. Somos todos diferentes, mas toda a gente sonha.

Eu, posso dizer, várias vezes tenho sonhos que não lembram a ninguém. Sonho com as coisas mais parvas que me posso lembrar. Não é a primeira, nem será a última noite que acordo com o coração aos pulos. Desde batalhar crocodilos, a salvar o mundo de tsunamis, passando por zombies, assassinos em série e, até, com os liliputianos, das viagens de Gulliver. Tudo isto já passou no meu cinema mental. Não se pode dizer que não tenho noites animadas.

Há os sonhos em que queremos correr, para fugir a algum perigo, e as pernas não se mexem. Aqueles em caímos, sabe-se lá bem de onde, e acordamos quando estamos prestes a atingir o solo. Os que queremos gritar e a voz não sai. E, os piores, aqueles em que nos perdemos de amor por alguém e esse alguém não tem rosto. São, quase sempre, estes de que nos lembramos. Aqueles que nos "traumatizam", que nos marcam de alguma forma. Não tenho lembrança de alguém me contar um sonho, em que estivesse numa ilha paradisíaca, a beber uma água de coco, sem qualquer outro acontecimento.

E tudo fica pior quando estamos tão dentro do sonho, tão profundamente a dormir, que o sonho é quase real. Que, ao acordar, temos a sensação de ter estado, realmente, a viver aquele momento. É nessas alturas que algumas pessoas falam. Que outras desatam aos murros e pontapés. É frequente ouvir a minha esposa gemer, ou rir-se. Tal como é frequente eu acordar e querer defender a casa de alguma coisa que estava lá, urante o sonho.

Toda a gente sonha. E os sonhos podem ser fantásticos. Mas, para mim, na maioria das noites, são uma grande dor de cabeça. Esta foi uma dessas noites.

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