Meditação Sobre Meditação
Dizem que devemos meditar diariamente. Que é benéfico para a mente e para o corpo. Eu não o faço.
Não medito. Bem, para ser sincero, todos meditamos, quer queiramos, quer não. Meditar não é mais do que o ato de prestar atenção a algo, por norma a respiração, e deixar que os pensamentos que nos entram na mente sigam o seu caminho, sem julgamento, sem rótulos, sem importância. Uma vez que todos pensamos, milhares de pensamentos, e que a grande maioria desses pensamentos, que temos ao longo do dia, se vão embora sem nunca darmos por eles, acho que todos meditamos.
No entanto, eu não medito, conforme as "normas" da meditação. Não o faço porque, na verdade, tenho medo dos meus pensamentos. O que me vem à cabeça é de tal forma doentio e parvo, que preferia não ter pensamentos. As vezes que acordei com suores frios, durante a minha vida, já nem se contam. É quase diário. A ansiedade que os meus pensamentos me provocam, todos os dias, ainda vai acabar comigo. Não quero passar muito tempo "sozinho" com eles.
Já fui assaltado, assassinado, atropelado. Já caí de sítios inimagináveis. Vejo zombies, monstros, aliens, terroristas. Já fugi, já lutei. E, mais recentemente, vi a minha filha sofrer atrocidades e falecer de tantas maneiras que não vou enumerar. Tudo isto enquanto estou ocupado com trabalho, a ler, ouvir música, ou a fazer seja lá o que for. Imaginem se meditasse.
Nem tudo é mau. Também já pensei em fazer o amor com uma carrada de pessoas, talvez toda a população do país. Mas a maioria dos meus pensamentos não é bonita.
A meditação tem as suas vantagens. Eu não consigo.
Não medito. Bem, para ser sincero, todos meditamos, quer queiramos, quer não. Meditar não é mais do que o ato de prestar atenção a algo, por norma a respiração, e deixar que os pensamentos que nos entram na mente sigam o seu caminho, sem julgamento, sem rótulos, sem importância. Uma vez que todos pensamos, milhares de pensamentos, e que a grande maioria desses pensamentos, que temos ao longo do dia, se vão embora sem nunca darmos por eles, acho que todos meditamos.
No entanto, eu não medito, conforme as "normas" da meditação. Não o faço porque, na verdade, tenho medo dos meus pensamentos. O que me vem à cabeça é de tal forma doentio e parvo, que preferia não ter pensamentos. As vezes que acordei com suores frios, durante a minha vida, já nem se contam. É quase diário. A ansiedade que os meus pensamentos me provocam, todos os dias, ainda vai acabar comigo. Não quero passar muito tempo "sozinho" com eles.
Já fui assaltado, assassinado, atropelado. Já caí de sítios inimagináveis. Vejo zombies, monstros, aliens, terroristas. Já fugi, já lutei. E, mais recentemente, vi a minha filha sofrer atrocidades e falecer de tantas maneiras que não vou enumerar. Tudo isto enquanto estou ocupado com trabalho, a ler, ouvir música, ou a fazer seja lá o que for. Imaginem se meditasse.
Nem tudo é mau. Também já pensei em fazer o amor com uma carrada de pessoas, talvez toda a população do país. Mas a maioria dos meus pensamentos não é bonita.
A meditação tem as suas vantagens. Eu não consigo.
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