Porque Não Chamam as Coisas Pelo Nome

Não entendo porque é que não se chamam as coisas pelo nome. Neste caso, porque não se chamam as profissões pelo nome.

A minha vida, nestes últimos meses, é ler anúncios e deixar extravasar a minha criatividade e a minha mente delirante. Por esse mesmo facto, começo a tornar-me um "expert" na leitura de anúncios. Uma das coisas que mais me incomoda nos supostos possíveis empregadores é o abuso de nomes para profissões que nada têm a ver com o que lhe chamam. Fazem isto para atrair pessoas incautas e que vão à procura de outra coisa. Basicamente, atiram-nos areia para os olhos para não vermos em que buraco nos vamos meter.

Um dos exemplos mais flagrantes está na área das vendas. Hoje em dia, o vulgo vendedor é tudo menos vendedor. Técnico comercial, account, técnico de Vendas e, até (e esta parte enerva-me mesmo, porque é a minha formação), relações públicas. Ser relações públicas é muito mais do que andar de porta em porta a tentar vender um produto. É muito mais do que fazer olhinhos a um cliente, na esperança que este compre um sabonete. Ser relações públicas não é só estabelecer relações com outra pessoa, mas não vou explicar isto agora, fica para depois. Ao publicarem anúncios destes estão a matar a função de relações públicas, ou outras profissões que também se utilizam nos anúncios de emprego, e a fazer crer que um vendedor é um super-herói. E, estas empresas, não só tratam mal outras profissões, como também perdem toda a credibilidade, se é que algum dia tiveram alguma.

É por isso que eu não entendo porque não chamam as profissões pelo nome e deixam as outras em paz. Parem de nos tentar enganar. Um vendedor é um vendedor, um relações públicas é um relações públicas, da mesma forma que um calceteiro não é um marceneiro, nem um pescador é um produtor de televisão.
Cumprimentos.

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