Musa


Pedes, mas não te dou. Aliás, nunca dei. Nunca escrevi nada para ti. Querias uma música. Eu queria escrever um poema. Não consegui. Hoje, escrevo em prosa. Para ti e só para ti. És a minha musa.
Ainda que não inspires a minha escrita. Pelo menos de uma forma direta. Inspiras-me a escrever e a pôr em prática o meu lado criativo. Não só na escrita, mas em toda a minha vida. Se mudei, foi por ti. Se tomei iniciativa, foi por ti. Se aprendi coisas novas, foi por ti. Por ti sou o que sou hoje. És a minha musa.

A dois meses de fazermos nove anos como “valentinos” um do outro, escrevo, pela primeira vez, com o que me sai do coração, para ti, musa. Sim, já te escrevi vários postais. Todos eles sinceros. Apaixonados. E verdadeiros. Mas hoje… Hoje é especial. Assumo-te como inspiração para a vida que levo e quero que o saibas. Tudo o que quero fazer e alcançar. Os sonhos que tenho para cumprir. Quero fazer tudo isso do teu lado. Contigo. Se acredito num mundo melhor. No bom das pessoas. No arco-íris. É porque me ensinaste que assim é possível. Quando te conheci, era o que via nos teus olhos e acreditei.
Sair de casa dos meus pais. Fazer de ti minha “esposa”, foi a melhor coisa que fiz na vida. Espero que não te canses, como a Pia. Espero que consigas ver como a minha vida é espectacular, vivida com o que me ensinaste. Que voltes à essência do que eras. E que, acima de qualquer outra coisa, sejas feliz. Sem preocupações desnecessárias. Com todo o meu apoio e amor.

Sei que nem sempre sou o melhor namorado. Mas sou o melhor que consigo e, uma vez mais, faço-o por ti e para ti. Feliz dia dos namorados. És a minha musa.

AMO-TE!

P.S.: Texto escrito ao som de “Paradise”, dos Coldplay. Passaram a música na altura certa.

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