Dissertando Sobre os Pecados: Avareza


Avareza:

s. f.

1. Apego sórdido ao dinheiro para o acumular.

2. Mesquinharia.
A avareza provoca um sentimento de posse. Uma vontade de dormir com o dinheiro, como quem se acosta com o inimigo. Uma doentia sensação de amor e paixão pelo verde das notas. É o batalhar pelo precioso. Derrubam-se muros e derrubam-se pessoas, para chegar ao que se almeja. E, quando se alcança, nunca mais se larga. A avareza decide que o dinheiro é o mais importante, que mais nada importa e que tudo é permitido para o alcançar. E, pensar em oferecer algum, é maior pecado do que a própria avareza. Muitos e bons católicos sofrem deste mal. Aliás, a sua grande maioria, sofre deste mal. E possuem a coragem de pregar contra este pecado, quando se dirigem aos menos abastados. "Não deves querer o dinheiro"; "O dinheiro provoca o mal"; "Não traz felicidade"; dizem aos mais pobres que eles. "Dá-me tudo o que tens e dar-te-ei o perdão"; pensam na realidade. Aqui, sim, faz sentido a conotação capital de pecado.

A avareza tolha a mente. Transforma o mais puro dos bons samaritanos no melhor dos pupilos do Diabo. A avareza magoa, massa e incomoda. Provoca crises económicas, mortes e guerras. Traz a fome e a indiferença. A violência, as revoluções. A avareza transporta para a superfície o lado mais negro, que escondemos no mais profundo do nosso ser. A avareza é, talvez, o único pecado capital que deveria ser punido, não só pela igreja, mas também pela lei civil. A avareza, mata e mói. a avareza.

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