Dissertando Sobre os Pecados: Preguiça
Os pecados capitais. Sete atividades que, se executadas, nos levarão a passar a eternidade no jardim de Belzebu. Sete pecados mortais. Sete. E sete serão as dissertações que publicarei, sobre cada um desses caminhos para junto de Lúcifer.
A preguiça. A arte de bem fazer nada. O primeiro pecado, sobre o qual me debruço. Sobre o qual me debruço várias vezes por semana.
Algures na bíblia, livro que ainda não li na íntegra, deverá dizer: "Se te deres à preguiça, arderás no fogo do inferno.". Pois que seja. O bem que sabe, e todos o sabeis, chegar a casa, depois de um dia de trabalho árduo, e sentar os músculos glúteos no sofá, com uma bebida na mão e o comando na outra. Ou, ao fim-de-semana, sentar, deitar, fazer o pino e simplesmente apreciar. Apreciar o estar, o sentar, o deitar e o fazer. Só isso. Olhar o teto, o chão, ou o que quiserem. Sem pensar, sem fazer. Somente... preguiçar. É pecado? Pode ser, mas é bom. E o que é bom alimenta a alma. E quando a alma está bem alimentada, nada nos demove, nada nos derruba. O prazer que dá dizer, algumas vezes, que não temos nada que fazer. Que podemos aproveitar a nossa cama. Viver o lar, ou a esplanada, ou o jardim, sem nada em que tenhamos de empreender esforços. Fechar os olhos e escutar a natureza.
Pequei e pecarei, preguicei e preguiçarei, com gosto e canalizando para ela, a preguiça, toda a minha energia. Treino todos os dias, trabalho de segunda a sábado, reservo para mim o direito de pecar. Reservo para mim, um pequeno espaço infernal, mantido, limpo e desinfetado pelo próprio mafarrico. A preguiça.
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