Mulheres
Vou dedicar este texto às mulheres que passaram na minha vida. Não vou referir nomes, para não ferir susceptibilidades, mas elas sabem quem são.
A minha relação com as mulheres é um pouco estranha. A maioria das mulheres que já passaram na minha vida deixaram, misteriosamente, de falar comigo. Sem um aviso, uma última palavra amigável. Simplesmente, deixaram de falar comigo.
As minhas ex-namoradas são os dois casos mais flagrantes. Aqui entende-se. Ninguém fala com as ex-namoradas. Mas eu não lhes quero mal. Pelo contrário, só lhes quero bem. Tentei aproximar-me de uma delas, até para haver uma conclusão, porque não foi capaz de ma dar quando acabámos (isto, se acabámos, porque não houve mesmo um final, simplesmente deixou de falar comigo). Tentei que ficássemos amigos. Algumas vezes ainda respondeu, mas, por mistério, deixou de o fazer. Do nada. Ok. Desisti. A outra, nem tentei. Ainda que, agora, seja vizinho dos pais dela, não tentei qualquer tipo de aproximação. Mas isto são exemplos absolutamente normais. Quanto mais longe dos ex, melhor, dirão alguns.
O mais estranho são amigas. Raparigas com quem nos damos mesmo bem. Quase como irmãos, a quem confiamos quase tudo. De repente, deixam de o ser. Nunca mais nos dirigem a palavra. Tinha uma grande amiga, com quem me dava muito bem há vários anos. Admito, havia uma química entre nós. Eu gosto muito dela e respeito-a. Hoje, estamos os dois casados, cada um com seu esposo, mas há uns tempos que não trocamos uma palavra. A última vez que falámos foi para lhe desejar felicidades no casamento... pelo Facebook. E, mais recentemente, fiz uma amizade na faculdade (fiz mais, mas entre homens, coisas diferentes). Houve um clique. No início do curso (e isto ela não sabe, mas a minha ama sabe), senti uma atracção física por essa pessoa. Para mim, era a miúda mais gira da turma. Nunca lho disse. E não falávamos muito, à excepção de coisas da faculdade e quando estávamos todos juntos. Mas, um dia, não sei bem como, essa relação ficou mais séria (não no sentido de namoro, mas de amizade). Trocámos mensagens e falámos como tínhamos falado. Há muito não me dava assim com uma mulher, sem contar com a minha esposa. Isto coincidiu com o término, temporário, do meu namoro. E, por causa dela, que me colocou juízo no cérebro, reatei a relação que leva nove anos. Uma rapariga impecável. Que, de um dia para o outro, mais uma vez, deixou de me dirigir a palavra.
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