Dúvidas

Não sei se este blogue tem um tema. Não sei se fala sobre alguma coisa em específico. A minha intenção era que, apesar de não ser novidade, ou ser original, não falasse de nada. Que fosse uma espécie de espelho da vida em geral. Sim, uma espécie de "Seinfeld". Eu sei que o conceito é copiado. E agora? Não sei consegui. Mas sei que este blogue, na maioria dos textos, fala sobre mim. O que me leva a pensar: quem raio quer ler sobre mim? Muita gente tem seguido os links e lido as barbaridades que escrevo. Alguns desses muitos têm comentado e apreciado as letras que me saem da cabeça. Para esses todos, os que lêem e os que ainda se dão ao trabalho de comentar: muito obrigado. Para os outros, podia escrever o que quisesse que, assim como assim, eles não passam aqui para ler.

Este texto volta a ser sobre mim. A Raquel (para quem não sabe, é a minha senhora), diz (facto já por várias vezes referenciado) que me tenho em muito pouca consideração. E, cada dia que passa, concordo cada vez mais com ela. Talvez seja verdade. Mas, ao mesmo tempo, acho que eu é que tenho razão. Já me disseram que sou criativo, também já ouvi que tenho uma mente muito fértil, ou que tenho uma cultura geral elevada, até já fui apelidado de enciclopédia. Só que não me sinto nada disso. Sim, tenho uma imaginação fértil, mas só serve para imaginar coisas parvas, as mesmas que imaginava em criança. Nada de proveito. E a minha criatividade, às vezes, dá-me para escrever uns textos. Sinto, no entanto, que acabo por escrever várias vezes a mesma coisa. Por isso, a minha criatividade deve ser muito repetitiva. E também não tem servido os meu propósitos profissionais. Não consigo encontrar uma solução para os meus problemas. Para juntar a isto, de que me serve a minha cultura geral? Sim, percebo de política. Sim, sei um pouco de futebol, de história, de gestão e de muitas outras coisas. Mas isso é porque estudo. Todos os dias estudo, leio, procuro conhecimento. Tenho sede de conhecimento. O que me trouxe isso de bom? Para já, ganhei uns jogos de Trivial Pursuit e Party & Co. Bem como, serviu para chegar às últimas perguntas num jogo de vídeo baseado no Quem Quer Ser Milionário. E fico bem parecido em frente a algumas miúdas. De resto, o meu conhecimento extraordinário não me trouxe nada demais.

Sou um aficionado dos livros de desenvolvimento. Adoro estudar teorias alternativas e o funcionamento do cérebro humano. E, num dos ensinamentos que tirei, dizem que devemos controlar o nosso fluxo de pensamentos, reduzir o "ruído", para que novos pensamentos, mais criativos, alcancem a nossa consciência. Se calhar é disso que preciso. Calar os demónios na minha cabeça. Deixar que a solução chegue. Se calhar sou mesmo criativo a valer, tenho uma imaginação que serve para alguma coisa e o meu conhecimento geral ainda me vai servir como um bom mordomo. Veremos...

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